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Europa em alerta com calor e fogos: eurodeputados pedem reforço de prevenção

Última vaga de calor provocou cerca de sete mil mortes em 12 cidades europeias. Eurodeputados portugueses defendem reforço da prevenção e da capacidade de resposta da UE.

12 de julho de 2026 às 01:30

Eurodeputados portugueses defenderam, no Parlamento Europeu, um reforço da prevenção e da capacidade de resposta da UE perante o aumento das vagas de calor e dos fogos florestais.

Segundo o programa europeu Copernicus, a Europa continua a ser o continente que aquece mais rapidamente. O tema dominou o debate de terça-feira em Estrasburgo, onde os eurodeputados portugueses alertaram para a necessidade de acelerar as medidas de prevenção e reforçar os mecanismos europeus de resposta.

A última vaga de calor, registada entre o final de junho e o início de julho, provocou cerca de sete mil mortes em 12 cidades europeias, demonstrando os efeitos crescentes destes fenómenos na saúde pública.

Ana Miguel Pedro (CDS-PP) recordou que Portugal conhece bem o impacto dos grandes incêndios, com a perda de vidas, habitações, empresas e floresta, defendendo que a UE deve ir mais longe no reforço do RescEU. Já Marta Temido (PS) centrou a intervenção no aumento da mortalidade associada ao calor e na pressão sobre os sistemas de saúde, defendendo que a mitigação das alterações climáticas continua a ser “a chave a longo prazo”. Paulo Cunha (PSD) apelou ao reforço da preparação das comunidades mais vulneráveis, enquanto Catarina Martins (BE) defendeu uma gestão florestal mais eficaz em Portugal. João Oliveira (PCP) considerou que o despovoamento do mundo rural torna o território “num barril de pólvora”, enquanto Ana Vasconcelos (IL) defendeu uma execução mais eficiente dos fundos europeus destinados à prevenção. Tiago Moreira de Sá (Chega) destacou o trabalho dos bombeiros portugueses e alertou para o desgaste crescente dos operacionais. Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais mostram que os grandes incêndios se propagam hoje mais rapidamente e com mais ignições simultâneas do que nas últimas décadas. Para a atual época de incêndios, a UE pré-posicionou 777 bombeiros de 14 Estados-membros em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Chipre. O objetivo é reduzir o tempo de resposta às emergências e reforçar a cooperação entre os países mais expostos ao risco.

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