Países salientam que flotilha é uma iniciativa civil pacífica e humanitária destinada a chamar a atenção para a catástrofe humanitária em Gaza.
Espanha, Brasil e mais 9 países condenaram esta quinta-feira veementemente os ataques de Israel à Flotilha 'Global Sumud' e a detenção "ilegal" dos ativistas humanitários em águas internacionais, instando as autoridades israelitas a libertá-los imediatamente.
Esta posição foi assumida num comunicado conjunto, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, pelo ministro José Manuel Albares e pelos seus homólogos da Turquia, Brasil, Jordânia, Paquistão, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia.
Os ataques israelitas contra os navios e a detenção ilegal de 175 ativistas em águas internacionais "constituem violações flagrantes do direito internacional e do direito internacional humanitário", concluem.
Na nota, os onze países salientam que a Flotilha ‘Global Sumud’ é uma iniciativa civil pacífica e humanitária destinada a chamar a atenção da comunidade internacional para a catástrofe humanitária em Gaza.
Além disso, os 11 países expressam a sua profunda preocupação com a segurança dos ativistas civis e instam as autoridades israelitas a adotarem as medidas necessárias para garantir a sua libertação imediata.
Os ministros também apelam à comunidade internacional para que "cumpra as suas obrigações morais e legais de defender o direito internacional, proteger os civis e garantir a responsabilização por estas violações".
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha chamou esta quinta-feira a chefe da embaixada de Israel em Madrid para lhe transmitir um protesto pela detenção de membros da Flotilha ‘Global Sumud’, que pretendiam chegar a Gaza.
Fontes do Governo espanhol disseram que a encarregada de negócios da embaixada de Israel foi chamada esta quinta-feira com urgência ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e que lhe foi transmitida a "condenação enérgica" do executivo de Madrid por causa da interceção dos barcos da flotilha humanitária que pretendia alcançar as costas do território palestiniano da Faixa de Gaza.
Cerca de 30 pessoas com passaporte espanhol que integravam a flotilha foram detidas pelas autoridades de Israel, segundo os organizadores da iniciativa.
A Marinha de Israel deteve esta quinta-feira 175 ativistas da Flotilha ‘Global Sumud’ que se encontravam a bordo de mais de 20 embarcações, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.
Anteriormente, os organizadores da Flotilha ‘Global Sumud’, que transporta ativistas que procuravam quebrar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, anunciaram que as embarcações tinham sido cercadas por navios de guerra israelitas enquanto navegavam ao largo da costa da ilha de Creta, Grécia.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a flotilha foi intercetada pela Marinha de Guerra de Israel a cerca de 1.200 quilómetros da Faixa de Gaza.
A Flotilha ‘Global Sumud’ navegava em direção à Faixa de Gaza e era composta por 58 embarcações.
Pelo menos três portugueses participam na flotilha, avançou esta quinta-feira o Governo, adiantando aguardar que Israel confirme se estavam entre os detidos na interceção de alguns barcos realizada quarta-feira à noite.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse esta quinta-feira que o embaixador israelita foi chamado para dar explicações sobre a detenção de ativistas pró-palestinianos, garantindo que as autoridades consulares estão preparadas para acolher os portugueses, na Grécia ou em Israel.
"Nós temos as nossas autoridades consulares em Telavive e em Atenas a fazerem todas as diligências para darem a proteção consular a estes ativistas que terão sido detidos, e eventualmente a outros que possam vir a ter problemas com Israel", disse Paulo Rangel, ao referir-se à interceção pelas forças israelitas da Flotilha ‘Global Sumud’ que pretendia chegar à Faixa de Gaza.
Em declarações à agência Lusa à margem da participação no Fórum Portugal Nação Global, que terminou esta quinta-feira em Lisboa, o ministro salientou também que, como a flotilha foi detida em águas internacionais, o representante da diplomacia israelita em Lisboa foi chamado para dar explicações ao Governo português, à semelhança do que aconteceu noutros países europeus.
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