Telavive ataca dezenas de alvos no Líbano “por prevenção” perante ameaças do Hezbollah. “Magoamos quem quer que nos magoe”, avisa primeiro-ministro israelita.
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O Exército israelita atingiu, durante a madrugada deste domingo, vários alvos no Líbano, após ter detetado preparativos do Hezbollah para lançar “ataques em grande escala” contra Israel. Pelo menos três pessoas morreram. Telavive diz que se tratou de um ato de “autodefesa” e de um ataque “preventivo”.
Por sua vez, o Hezbollah também lançou uma série de ataques com mais de 320 mísseis e rockets dirigidos ao Norte de Israel. Um oficial da Marinha israelita morreu. Segundo o grupo, tratou-se da primeira fase da vingança pela morte de Fuad Shukr, um comandante do Hezbollah, no fim de julho. Face ao intensificar do conflito, Israel declarou o estado de emergência por 48 horas e lançou mais ataques contra plataformas de lançamento de mísseis do Hezbollah, no Sul do Líbano, para “remover possíveis ameaças”.
Apesar de garantir que os seus ataques “preventivos” foram eficazes e que causaram poucos danos, Telavive está em alerta para uma possível resposta por parte do Hezbollah. “A agressão continuada do Hezbollah arrisca-se a arrastar as pessoas do Líbano, as pessoas de Israel, e a região inteira para uma escalada maior”, alertou o porta-voz das forças israelitas, Daniel Hagari.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já disse estar determinado a fazer tudo o que for possível para defender o país e deixou o aviso: “Magoamos quem quer que nos magoe.”
Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, elogiaram o grupo xiita libanês pelo ataque a Israel ameaçando, uma vez mais, retaliar a ofensiva israelita do mês passado à cidade de Hodeida. “Reafirmamos mais uma vez que a resposta do Iémen está a caminho”, afirmou o grupo em comunicado. Também o Hamas elogiou a resposta “forte e focada” do Hezbollah.
Após os ataques, os líderes das comunidades do Norte de Israel cortaram relações com Governo de Netanyahu e denunciaram a marginalização a que estão a ser sujeitos há vários meses pelos ataques do Hezbollah. “Israel só lança ataques preventivos quando percebe que vão atacar Telavive”, lamentaram.
Papa apela à paz na Palestina e ataca Kiev
O Papa Francisco, que voltou este domingo a apelar à paz na Palestina, criticou a decisão de Kiev, tomada a 20 de agosto, que concede às paróquias nove meses para interromper os laços com a Igreja Ortodoxa russa. “Temo pela liberdade de quem reza, porque quem reza de verdade sempre reza por todos. Não se comete o mal porque se reza. Se alguém comete um mal contra o seu povo, será culpado por isso, mas não pode ter cometido o mal porque rezou”, começou por referir o Santo Padre, nas saudações após o ‘Angelus’, na Praça de São Pedro do Vaticano, para acrescentar de seguida: “Que aqueles que quiserem rezar tenham permissão para rezar naquela que consideram a sua Igreja. Por favor, que nenhuma Igreja cristã seja abolida direta ou indiretamente: as Igrejas não devem ser tocadas.” A decisão tomada pelo Parlamento ucraniano, por ampla maioria, já tinha sido objeto de crítica por parte de Moscovo, considerando a decisão como uma forma de “destruir a verdadeira ortodoxia canónica e substituí-la por uma falsa Igreja substituta”. As guerras, sobretudo a que se trava no Médio Oriente, também não foram esquecidas pelo Papa, que apelou uma vez mais à paz. “Continuemos a rezar pelo fim das guerras, na Palestina, em Israel, em Mianmar e em todas as outras regiões. Os povos estão a pedir paz!”, afirmou. No sábado, o Papa tinha pedido para “escutar o grito dos pobres, das viúvas e dos órfãos” para compreender “o abismo (…) que está no coração da guerra” e “decidir escolher a paz com todos os meios possíveis”.
PORMENORES
A coordenadora especial da ONU para o Líbano e as forças de manutenção da paz destacadas no país apelaram ao Hezbollah e a Israel para “se absterem de qualquer nova escalada” e “cessarem fogo”.
A Air France, a Etihad Airways e a Aegean Airlines são algumas das companhias aéreas que cancelaram voos que iam para, ou vinham de, Telavive, face à escalada de tensão entre Israel e o Hezbollah.
“Não é o fim da história”
“O que aconteceu hoje não foi o fim da história”, alertou Netanyahu. O primeiro-ministro israelita disse que os bombardeamentos israelitas no Líbano são “mais um passo” para garantir o regresso dos deslocados israelitas ao Norte do estado hebreu.
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