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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Português entre os três reféns libertados hoje

Em troca, Israel irá libertar 183 presos palestinianos.

08 de fevereiro de 2025 às 01:30

Or Levy, cidadão israelita com nacionalidade portuguesa, é um dos três reféns que serão libertados este sábado pelo Hamas. A lista, divulgada na sexta-feira pelo grupo terrorista, inclui ainda os nomes de Eli Sharabi e Ohad Ben Ami, todos civis que foram capturados durante os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. Em troca, Israel irá libertar 183 presos palestinianos.

O refém israelo-português, de 34 anos, foi levado pelos terroristas do festival Supernova. A mulher, Eynav, morreu no ataque, e Or Levy foi filmado a implorar pela vida antes de ser levado para Gaza juntamente com outros dois reféns. Quando regressar a casa, terá à sua espera o filho, Almog, que tem agora três anos. O irmão de Or Levy, Michael, já esteve várias vezes em Portugal no âmbito da campanha internacional levada a cabo pelos familiares dos reféns.

Outro dos reféns que serão libertados este sábado é Eli Sharabi, de 52 anos, que foi raptado do ‘kibbutz’ Be’eri. A mulher e as duas filhas foram assassinadas à sua frente e Ali foi levado para Gaza juntamente com o irmão, Yossi, que morreu durante o cativeiro.

O terceiro refém é Ohad Ben Ami, de 56 anos e dupla nacionalidade israelita e alemã. Foi também levado do ‘kibbutz’ Be’eri juntamente com a mulher, Raz, que foi libertada a 29 de novembro de 2023 e tem sido um dos principais rostos do movimento que tem pressionado o Governo de Netanyahu para libertar todos os reféns.

APOIO ISRAEL E UCRÂNIA

Os familiares das vítimas do ataque de 7 de outubro do Hamas contra Israel manifestaram o seu apoio ao trabalho do TPI e garantiram continuar disponíveis para colaborar com as investigações. De igual modo, também a Ucrânia reiterou o apoio à investigação do tribunal aos crimes de guerra russos.

ORBÁN “SOPRAM NOVOS VENTOS”

O PM da Hungria, Viktor Orbán, destoou da condenação europeia às sanções de Trump ao TPI e sugeriu que está na altura de abandonar aquele órgão. “Temos de rever o que estamos a fazer numa organização internacional sancionada pelos EUA. Sopram novos ventos na política internacional”, afirmou.

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