Kiev ataca escola em Lugansk

Pelo menos seis mortos e 39 feridos, entre os quais vários adolescentes. Rússia acusa Ucrânia de "crime monstruoso" e diz que os responsáveis devem ser punidos.

23 de maio de 2026 às 01:30
Residência de estudantes da Faculdade Profissional da Universidade Pedagógica de Starobilsk foi atingida por drones Foto: AP
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A Rússia acusou a Ucrânia de cometer um “crime monstruoso” após um ataque com drones contra uma escola e residência de estudantes em Starobilsk, na região de Lugansk, território ucraniano controlado por Moscovo. O ataque provocou pelo menos seis mortos e 39 feridos, entre eles vários adolescentes. O número de vítimas pode ainda subir, uma vez que há 15 desaparecidos.

Vladimir Putin acusou Kiev de atacar deliberadamente civis. O líder russo avisou que o Ministério da Defesa vai preparar uma resposta ao ataque, que classificou como terrorista. Por sua vez, Kiev nega ter visado instalações civis no ataque. O Estado-Maior ucraniano declarou que as suas forças bombardearam um “quartel-general” de uma unidade militar russa na região, no Leste da Ucrânia ocupada. Putin garante que não existem instalações militares perto da residência e que “ninguém pode dizer que estavam a tentar atingir outro alvo”. “Este é mais um crime do regime de Kiev, um ataque contra uma instituição educativa que abriga crianças e jovens”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. No momento do ataque encontravam-se no edifício 86 adolescentes entre os 14 e os 18 anos.

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Moscovo informou que as defesas aéreas abateram 217 drones ucranianos durante a madrugada de sexta-feira.

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