Kremlin confirma que Putin aceitou cessar-fogo pedido por Trump na Ucrânia

Trégua visa sobretudo ataques a infraestruturas energéticas. Mas não está claro qual o prazo: presidente norte-americano falou numa semana e porta-voz do Kremlin diz que dura até domingo.

30 de janeiro de 2026 às 12:13
Vladimir Putin Foto: AP
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O Kremlin confirmou esta sexta-feira que o presidente russo Vladimir Putin aceitou um cessar-fogo pedido por Trump para suspender os ataques contra a Ucrânia. Existe contudo alguma confusão em torno do prazo, já que Trump falou numa semana e Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que durava até domingo (1 de fevereiro).

O pedido do presidente norte-americano visa sobretudo bombardeamentos a estruturas energéticas na Ucrânia, numa altura em que são esperadas no país temperaturas abaixo dos 30 graus negativos.

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“Claro [que Putin aceitou], foi um pedido pessoal feito pelo presidente Trump“, afirmou Dmitrii Peskov, porta-voz do Kremlin, citado pela Sky News.

Na Ucrânia, contudo, existe algum ceticismo relativamente às intenções de Moscovo em cumprir este cessar-fogo energético.

Na madrugada desta sexta-feira a Rússia lançou um míssil e 11 drones contra a Ucrânia. Os ataques noturnos tiveram como alvo 15 locais diferentes tendo a Força Aérea ucraniana abatido 80 drones. Mas Zelensky afirmou já nesta sexta-feira que estes ataques não atingiram estruturas energéticas no país, e  que estão a ser direcionados para centros logísticos na Ucrânia.

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O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que pediu "pessoalmente" ao homólogo russo, Vladimir Putin, para cessar os ataques aéreos contra Kiev e outras cidades ucranianas durante o período de uma semana. 

Trump acrescentou que o presidente russo concordou com a proposta. 

Washington não forneceu mais detalhes sobre os termos do suposto acordo numa altura em que as delegações da Rússia e da Ucrânia preparam negociações diretas nos Emirados Árabes Unidos, agendadas para domingo. 

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Zelensky, entretanto, reagiu esta sexta-feira às notícias que dão conta de um encontro com Vladimir Putin. "Um encontro em Moscovo está fora de questão. Posso convidá-lo a vir a Kiev, se ele tiver coragem que venha", referiu.

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