Ministros europeus visitam Ucrânia no quarto aniversário do massacre de Bucha

Cidade perto de Kiev foi invadida pelas forças russas em 2022.

31 de março de 2026 às 11:42
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Os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus visitaram a Ucrânia nesta terça-feira que marca o aniversário de quatro anos do massacre de Bucha, quando uma cidade perto de Kiev foi invadida pelas forças russas, em 2022. 

Com os esforços liderados pelos EUA para pôr fim à guerra na Ucrânia em suspenso e a atenção de Washington voltada para o conflito no Médio Oriente, os governos europeus estão empenhados em manter o foco na guerra que já dura há mais de quatro anos.

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O grupo de 12 ministros, assim como inúmeros funcionários com cargos inferiores, chegaram de comboio esta terça-feira à capital ucraniana, Kiev, onde foram recebidos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, que mencionou o "mau aniversário" do massacre em Bucha, avança a ABC News

As tropas russas ocuparam rapidamente Bucha após invadirem a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. Permaneceram lá durante cerca de um mês. Quando as tropas ucranianas voltaram à cidade, encontraram mais de 400 corpos deixados para trás pela operação russa. 

"Uma presença europeia tão forte (na Ucrânia) neste dia demonstra que a justiça para este e outros massacres russos é inevitável", disse Andrii Sybiha numa publicação na rede social X. "A responsabilização total pelos crimes russos é vital para restaurar a justiça na Europa", acrescenta. 

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Parte da reunião desta terça-feira entre os representantes da União Europeia e os seus homólogos ucranianos teve como objetivo tranquilizar Kiev sobre os esforços contínuos da Europa para responsabilizar a Rússia pela invasão. 

A caminho de Kiev, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, sublinhou a importância de garantir que aqueles que deram ordens para matar em locais como Bucha sejam responsabilizados tanto como os que realizaram o ataque, explica a ABC News.

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"Uma das coisas realmente necessárias é a atribuição da responsabilidade, caso contrário, haverá vingança e retaliação", afirmou Kallas. "Se não virem as pessoas que fizeram isso às vossas famílias serem responsabilizadas, vão querer vingança", acrescentou. 

As negociações mediadas pelos EUA para pôr fim à guerra não estão a avançar e não é claro quando poderão ser retomadas, após terem sido suspensas devido à escalada do conflito no Médio Oriente. 

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