Professor russo condenado a cinco anos e meio de prisão por fazer publicações contra a guerra
Nikita Tushkanov aproveitou ainda para criticar atuação do presidente Vladimir Putin.
Um professor russo foi condenado a cinco anos e meio de prisão por ter feito uma publicação nas redes sociais para criticar a guerra e o presidente Vladimir Putin. Nikita Tushkanov foi considerado culpado de atividades terroristas e de "desacreditar" repetidamente o exército russo.
O jovem de 29 anos descreveu, em outubro, o bombardeamento na ponte da Crimeia como um "presente de Putler", uma forma pejorativa de associar o líder russo a Adolf Hitler. Tushkanov escreveu ainda que o ataque era "uma vingança do fascismo de Putin".
De acordo com a Reuters, que cita a companheira do docente, o processo foi a tribunal e a sessão não durou mais de dez minutos. Alexandra Kochanova referiu que o namorado acreditava que devia abordar questões com as quais não concordava e que estavam contra os seus princípios.
Para além da pena de prisão, Nikita Tushkanov está proibido de aceder à internet durante os próximos três anos.
A Rússia introduziu novas leis de censura a partir do início da guerra na Ucrânia a fevereiro de 2022. Já são vários os casos divulgados pelos ‘media’ de cidadãos sujeitos a penas criminais devido a comentários contra a guerra e as forças russas.
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