Zelensky prevê "batalha dura" nas regiões do leste. Reino Unido presta novas ajudas à Ucrânia
Retirada de civis em Kramatorsk prossegue após ataque a estação de comboios.
Neste 45.º dia de guerra na Ucrânia, o país está pronto para uma "batalha dura" contra as forças russas que se reúnem no leste do país, disse o presidente Volodymyr Zelensky, um dia após um ataque com mísseis em Kramatorsk que as autoridades ucranianas dizem ter provocado a morte de pelo menos 52 civis, incluindo oito crianças.O presidente ucraniano encontrou-se com o primeiro-ministro Boris Johnson em Kiev este sábado. Nesta reunião, o primeiro-ministro britânico definiu um novo pacote de ajuda financeira e militar à Ucrânia.As autoridades russas acusaram este sábado a plataforma Youtube, propriedade da gigante de tecnologia norte-americana Google, de suspender o canal do parlamento da Rússia (Duma), prometendo retaliação e denunciando que a medida viola "os direitos" dos russos.Foi também anunciado que os bombardeamentos russos já destruíram 21 hospitais no país. "Tivemos um total de 307 instalações de saúde danificadas, desde o início da guerra. Este número inclui centros de cuidados primários. Vinte e um hospitais foram totalmente destruídos e não podem ser recuperados. Terão de ser construídos novos", indicou o ministro da Saúde da Ucrânia, Viktor Lyashko.O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia também anunciou neste 45º dia de guerra a criação de um arquivo online para documentar os crimes de guerra cometidos pela Rússia no país, que vai conter provas das "atrocidades" das forças russas, de forma a que sejam julgadas.Josep Borrell, alto representante da União Europeia para a Política Externa, anunciou o financiamento de 500 milhões de euros à Ucrânia.
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