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Avanços russos do 4.º ano ultrapassaram os dos 24 meses anteriores

Desde o terceiro aniversário do início da ofensiva russa, a 24 de fevereiro de 2025, as tropas russas avançaram 4.524 quilómetros quadrados (km²), mais do que no segundo e terceiro anos da guerra juntos.

24 de fevereiro de 2026 às 12:07

A Rússia conquistou mais território na Ucrânia durante o quarto ano do conflito do que nos 24 meses anteriores, avançou esta terça-feira agência France-Presse (AFP) com base em dados do Instituto para os Estudos da Guerra (ISW).

Desde o terceiro aniversário do início da ofensiva russa, a 24 de fevereiro de 2025, as tropas russas avançaram 4.524 quilómetros quadrados (km²), mais do que no segundo e terceiro anos da guerra juntos.

A isto junta-se 731 quilómetros quadrados reivindicados pela Rússia, mas não confirmados pelo ISW, que trabalha em conjunto com o Critical Threats Project (parte do American Enterprise Institute), outro centro de análises norte-americano especializado no estudo de conflitos.

O segundo ano do conflito, até fevereiro de 2024, terminou com uma situação relativamente estável, enquanto o ano seguinte registou a conquista de 4.143 quilómetros quadrados (mais 347 reclamados, mas não confirmados).

Dos 4.524 km² conquistados durante o quarto ano do conflito, 2.701 km² correspondem a territórios totalmente sob controlo de Moscovo.

Os restantes 1.823 km² são territórios onde o exército russo avançou, mas sem conseguir controlo total.

Estas conquistas territoriais representam 0,8% do território da Ucrânia.

Moscovo ocupa, no total, um pouco mais de 19%, a maior parte dos quais foi adquirida durante as primeiras semanas do conflito.

Aproximadamente 7%, incluindo a Crimeia e áreas de Donbass, já estavam sob controlo russo ou de separatistas pró-Rússia antes da invasão de fevereiro de 2022.

O quarto ano do conflito foi marcado por rondas de negociações entre as partes beligerantes e os Estados Unidos, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, a pressionar para uma resolução diplomática.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou que as posições russa e ucraniana "ainda diferem", após a última ronda de negociações em Genebra, realizada na quarta-feira passada.

Na linha da frente, a principal conquista da Rússia nos últimos 12 meses foi Pokrovsk, um importante centro logístico no leste do país.

Depois de cercar a cidade durante mais de um ano, o exército russo reivindicou a sua captura a 01 de dezembro.

Foi nesta parte da linha da frente, na região de Donetsk, que o exército russo realizou a maior parte dos seus avanços, totalizando 2.787 km², dos quais 2.020 km² foram totalmente conquistados.

Em alguns troços, os soldados russos chegaram até às fronteiras da região de Donetsk, e as suas operações estenderam-se às regiões vizinhas de Zaporijia e Dnipropetrovsk.

O exército russo entrou em Dnipropetrovsk em junho de 2025 pela primeira vez desde o início do conflito e as suas operações abrangem agora pelo menos 230 km².

A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa de 24 de fevereiro de 2022 e que se tornou o conflito mais sangrento em solo europeu desde a II Guerra Mundial, entra hoje no seu quinto ano.

Após anos de combates e bombardeamentos mortíferos, o número de vítimas continua incerto.

De acordo com a última contagem da ONU, em 2025, quase 15.000 civis foram mortos e 40.600 ficaram feridos em território ucraniano, mas o número real de vítimas é "provavelmente muito maior", principalmente devido à dificuldade de acesso às áreas ocupadas.

Os ataques lançados em resposta pela Ucrânia contra as regiões fronteiriças russas resultaram em centenas de mortes, segundo as estimativas.

Na frente militar, Zelensky reconheceu, no início deste mês, a morte de 55.000 soldados ucranianos desde 2022, um número considerado subestimado devido às dezenas de milhares de desaparecidos.

O exército russo mantém o silêncio sobre as suas perdas, mas, de acordo com o serviço russo da BBC e o órgão de comunicação social russo Mediazona, que citam dados de fontes abertas, sofreu mais de 177 mil mortes.

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