Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, respondeu ao pedido da Ucrânia.
A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, anunciou esta sexta-feira que Portugal deverá participar com "cerca de duas dezenas" de militares na missão da União Europeia que visa treinar soldados ucranianos.
"A missão está a ser definida, mas apontamos para cerca de duas dezenas de militares, de formadores, que poderão participar nas atividades de treino nas áreas em que foram identificadas as nossas capacidades, de acordo sempre com o que é o pedido da Ucrânia", afirmou Helena Carreiras, que foi ouvida no parlamento, nas comissões de Orçamento e Finanças e de Defesa Nacional, sobre o Orçamento do Estado para 2023.
A ministra vincou que o apoio dado por Portugal à Ucrânia já ultrapassou as 315 toneladas em material militar letal e não letal, sendo feito "com rigor" e "solidariedade" dentro da disponibilidade que o país tem.
Francisco César, vice-presidente da bancada do PS, elogiou a proposta do Governo do Orçamento para 2023 na área da Defesa e questionou a ministra, entre outros temas, sobre a presença portuguesa no flanco leste numa altura de conflito entre a Ucrânia e a Rússia.
"Não apenas mantemos a intenção de continuar com as nossas forças com as missões que temos em curso, como poderá haver ajustamentos pontuais no sentido de reforço, por exemplo, das missões de policiamento aéreo como já fizemos na Lituânia ou na Islândia, e ajustamentos desta força que temos na Roménia", respondeu Helena Carreiras.
Será um reforço ajustado às "solicitações da NATO em termos do novo modelo de forças" que está "a ser desenhado", acrescentou.
No entanto, Helena Carreiras salientou que Portugal continua, em conjunto com outros Aliados, a ter uma "visão de 360 graus" no âmbito da Defesa e preocupações "a sul", nomeadamente em África, no Sahel e no Mediterrâneo.
"Haverá também notícias até ao final do ano sobre a nova projeção para o próximo ano", afirmou.
Pedro Pessanha, do Chega, questionou a governante sobre os objetivos do Governo quanto ao valor a atingir do PIB [Produto Interno Bruto] em despesas militares, mencionando os 2% pedidos pela NATO aos aliados.
"Nós temos o compromisso de cumprir os 2% até ao final da década, foi o compromisso assumido pelo primeiro-ministro e é esse o compromisso realista que temos tendo em conta que, para além desse compromisso financeiro, há compromissos em duas outras áreas: de capacidades e de contribuições em tropas, em missões, que julgamos terem que ser vistos em conjunto", referiu Helena Carreiras, acrescentando que existem outros aliados que concordam com esta visão.
A ministra vincou que o compromisso antecipado do Governo de atingir os 1,66% do PIB em Defesa em 2023 se mantém e vincou: "Vamos cumpri-lo".
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