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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros à Ucrânia começa a chegar em junho

Verba visa apoiar as necessidades orçamentais e de defesa do país durante 2026 e 2027, no contexto da guerra com a Rússia.

28 de maio de 2026 às 11:31

O empréstimo da União Europeia (UE) de 90 mil milhões à Ucrânia vai começar a chegar em junho, após o parlamento ucraniano ter ratificado os documentos, anunciou esta quinta-feira a presidente da Comissão Europeia.

"Parabéns ao parlamento da Ucrânia e à equipa do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pelo trabalho rápido na ratificação dos principais documentos relacionados com o empréstimo de apoio à Ucrânia no valor de 90 mil milhões de euros", escreveu Ursula von der Leyen na rede social X.

"Este trabalho árduo abre caminho para os primeiros desembolsos em junho", adiantou a responsável.

Em comunicado entretanto divulgado, Bruxelas diz ter adotado com Kiev, esta semana, o acordo relativo ao empréstimo que estabelece as reformas, as condições financeiras detalhadas e as disposições operacionais do mecanismo.

"A assinatura pela Comissão no início desta semana e a ratificação hoje pela Ucrânia do acordo de empréstimo e do memorando de entendimento abrem caminho para os primeiros desembolsos, previstos para junho", adianta a instituição.

A Ucrânia vai receber um empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros após o Conselho da União Europeia dar aval final, a 23 de abril passado, a este apoio.

O aval foi possível após mudanças políticas na Hungria, que permitiram o levantamento do veto húngaro e também eslovaco.

A verba visa apoiar as necessidades orçamentais e de defesa do país durante 2026 e 2027, no contexto da guerra com a Rússia.

O financiamento será obtido através de dívida emitida pela UE nos mercados financeiros e estará sujeito a condições relacionadas com reformas democráticas, Estado de direito e combate à corrupção.

O pacote prevê cerca de 30 mil milhões de euros para apoio macrofinanceiro e estabilidade económica, enquanto os restantes 60 mil milhões serão destinados ao reforço da capacidade militar e industrial ucraniana.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

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