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Kremlin nega crise económica apesar da contração da economia russa

Porta-voz da presidência russa sublinhou que "os países da Europa Ocidental e alguns da Ásia também enfrentam dificuldades económicas".

16 de julho de 2026 às 13:18

O Kremlin negou esta quinta-feira que a Rússia esteja a atravessar uma crise económica, apesar da contração da economia nos primeiros meses do ano e da escassez de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.

"Todos conhecem as dificuldades que a nossa economia está a enfrentar. Essas dificuldades não têm um caráter crítico", afirmou o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa diária.

Peskov acrescentou que o Governo russo "garante plenamente a estabilidade macroeconómica", embora tenha admitido que, tal como o Presidente Vladimir Putin afirmou em várias ocasiões, "o ritmo de crescimento económico é insuficiente".

"De um modo geral, a economia internacional encontra-se atualmente numa situação bastante difícil, entre outras razões devido a conflitos como o que decorre no Golfo Pérsico", afirmou.

O porta-voz da presidência russa sublinhou que "os países da Europa Ocidental e alguns da Ásia também enfrentam dificuldades económicas".

"Naturalmente, a Rússia não pode estar isolada dessa realidade", acrescentou.

Os especialistas consideram que a economia russa, que contraiu 0,3% no primeiro trimestre, está à beira da recessão, o que levou o Governo a rever em baixa a previsão de crescimento para este ano, de 1,3% para 0,4%.

O défice orçamental no primeiro semestre ascendeu a 5,731 biliões de rublos (66.000 milhões de euros), o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do dobro do registado no mesmo período do ano anterior.

A escassez de combustíveis provocou ainda um aumento dos preços da gasolina e dos custos do transporte de mercadorias, afetando consumidores, produtores e comerciantes.

Os ataques ucranianos causaram igualmente perdas significativas no setor do turismo, sobretudo na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e alvo diário de ataques com drones ucranianos, mas também na costa do mar Negro, devido à poluição causada pelo afundamento de navios petroleiros.

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