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Macron garante que empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE a Kiev será cumprido

Presidente francês rejeitou ainda um alívio europeu nas sanções à Rússia devido ao conflito no Irão.

13 de março de 2026 às 15:27

O Presidente francês garantiu esta sexta-feira que o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia será cumprido, apesar do bloqueio húngaro, rejeitando ainda um alívio europeu nas sanções à Rússia devido ao conflito no Irão.

"Decidimos, em dezembro passado, conceder um empréstimo de 90 mil milhões de euros. Este compromisso será cumprido e digo-o aqui com firmeza e clareza", afirmou Emmanuel Macron durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que esta sexta-feira foi recebido em Paris no Palácio do Eliseu.

O Governo da Hungria liderado pelo primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán, que mantém relações próximas com Moscovo, bloqueou o empréstimo europeu enquanto Kiev não reabrir o oleoduto Druzbha, que transporta petróleo russo para o território húngaro através da Ucrânia.

"Se surgem desacordos, é dever de cada nação cumprir as promessas feitas e os compromissos políticos assumidos por todos em dezembro", acrescentou Macron.

Segundo as autoridades ucranianas, o oleoduto foi danificado por um ataque de Moscovo e Volodymyr Zelensky afirmou na semana passada que o mesmo seria reparado dentro de um mês.

Na mesma conferência de imprensa, Macron voltou a sublinhar que o conflito iniciado a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que resultou num aumento significativo do preço do petróleo, não iria alterar a política de sanções do G7, em particular dos membros europeus do bloco, à Rússia.

"O contexto de subida dos preços do petróleo não deve, em caso algum, levar a uma revisão da nossa política de sanções contra a Rússia: essa é a posição que o G7 defendeu e é, evidentemente, a posição da França e da Europa", disse Emmanuel Macron.

Contudo, na quinta-feira, os Estados Unidos, que também integram o G7, anunciaram o levantamento das sanções contra a Rússia relativas às exportações de petróleo, cujo preço por barril de petróleo Brent ultrapassou recentemente a marca dos 100 dólares (cerca de 87,05 euros, ao câmbio atual) devido ao conflito no Médio Oriente.

O G7 é formado pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, integrando também a União Europeia (UE).

Durante uma reunião do G7 na quarta-feira por videoconferência, o Presidente francês, que detém atualmente e liderança rotativa do bloco, instou o homólogo norte-americano, Donald Trump, a "esclarecer os seus objetivos finais e o ritmo que pretende impor às operações militares" no Irão.

O líder da Casa Branca afirmou que a guerra no Irão vai terminar "em breve", alegando que "praticamente não há mais nada para atacar" na República Islâmica.

Sobre o conflito em curso no Irão, o Presidente francês destacou que "não estavam reunidas as condições" para realizar uma missão de garantia do comércio marítimo no estreito de Ormuz, que é "uma zona de guerra", mas insistiu que deve ser organizado um sistema de escolta quando necessário.

Macron acrescentou na mesma ocasião que os países do G7 concordam que o bloqueio do estreito de Ormuz "não justifica de forma alguma o levantamento das sanções" contra a Rússia, que incidem nomeadamente na indústria petrolífera desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Os aliados de Kiev têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

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