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Rússia assinala Dia da Vitória sem exibição de armamento. Putin diz que guerra na Ucrânia representa "uma causa justa"

Vladimir Putin descreveu o conflito como uma "guerra apoiada pela NATO" e afirmou que a Rússia enfrenta uma "força agressiva" ajudada pela aliança.

09 de maio de 2026 às 10:28

A Praça Vermelha, em Moscovo, na Rússia, recebeu este sábado as celebrações do Dia da Vitória, data que assinala a derrota da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial. A cerimónia deste ano ficou marcada pela falta de armamento militar, num contexto dominado pela guerra na Ucrânia e por um cessar-fogo temporário de três dias mediado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Pela primeira vez em duas décadas, o tradicional desfile militar decorreu sem a exibição de equipamento militar pesado, uma ausência interpretada como reflexo das preocupações de segurança e das ameaças de possíveis ataques ucranianos.

A cerimónia começou com a marcha do Regimento de Preobrazhensky, responsável por transportar a bandeira nacional russa e a histórica "Bandeira da Vitória", o estandarte soviético hasteado sobre o Reichstag, em Berlim, em maio de 1945. Seguiu-se a habitual inspeção às tropas pelo ministro da Defesa russo, Andrey Belousov, acompanhado pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Andrey Mordvichev.

No discurso oficial, o presidente russo, Vladimir Putin, estabeleceu paralelos entre a luta da União Soviética contra o nazismo e a atual ofensiva militar russa na Ucrânia. O líder do Kremlin descreveu o conflito como uma "guerra apoiada pela NATO" e afirmou que a Rússia enfrenta uma "força agressiva" ajudada pela aliança. Putin insistiu ainda que a intervenção militar na Ucrânia representa "uma causa justa".

As comemorações deste ano tiveram uma presença internacional reduzida. Entre os líderes estrangeiros presentes estiveram representantes do Laos, da Malásia e da Bielorrússia. O Kremlin garantiu também a presença do primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, embora o próprio tenha afirmado anteriormente que não assistiria ao desfile.

A emissão em direto de transmissão televisiva oficial do desfile foi interrompida para dar lugar a conteúdos de propaganda relacionados com a invasão da Ucrânia. Os canais estatais russos exibiram imagens de combate e testemunhos de militares envolvidos na chamada "operação militar especial", procurando associar os atuais soldados russos aos heróis soviéticos da Segunda Guerra Mundial.

A interrupção da transmissão, denunciada por observadores internacionais e por canais independentes como o Nexta, reforçou as acusações de que o Kremlin estará a utilizar o simbolismo da vitória sobre os nazis para legitimar a guerra em curso na Ucrânia.

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