Desde o início da guerra em fevereiro de 2022, o exército russo terá sofrido mais de um milhão de baixas, entre mortos e feridos.
O Ministério da Defesa da Rússia iniciou uma mobilização forçada e encoberta de dezenas de milhares de soldados em empresas e universidades para compensar a perda de efetivos na Ucrânia, denunciaram várias organizações russas.
Desde o início da guerra em fevereiro de 2022, o exército russo terá sofrido mais de um milhão de baixas, entre mortos e feridos, noticiou a agência espanhola EFE, que citou as denúncias de recrutamento encapotado.
A mobilização não é pública, dado que o recrutamento de reservistas em setembro de 2022, decretado pelo Presidente Vladimir Putin, provocou uma onda de descontentamento e o exílio de quase um milhão de homens em idade militar.
Especialistas consideraram que a medida indica que Putin pretende continuar com uma guerra que vai completar 1.500 dias no sábado, por não esperar uma retirada das tropas ucranianas no novo prazo de dois meses que deu a Kiev.
De acordo com o portal russo Conflict Intelligence Team (CIT), as autoridades da região de Riazan confirmaram oficialmente, pela primeira vez, a existência de quotas para o recrutamento de voluntários.
O governador da região cuja capital se situa a cerca de 200 quilómetros a sudeste de Moscovo, Pavel Malkov, assinou em 20 de março uma ordem que exige às empresas a "seleção de candidatos ao serviço militar por contrato".
Entre 20 de março e 20 de setembro, as empresas com mais de 150 funcionários, públicas ou privadas, devem fornecer entre dois e cinco voluntários, estabelece a disposição publicada há uma semana no jornal governamental regional, Riazanskie Vedomosti.
As companhias com menos de 300 trabalhadores deverão selecionar duas pessoas, as que tenham entre 300 e 500 funcionários selecionam três e as que possuam mais de 500 empregados deverão apresentar cinco candidatos.
O CIT suspeita que outras regiões possam ter emitido disposições semelhantes, embora sem publicação em meios oficiais.
Caso a empresa não forneça os recrutas correspondentes à quota, enfrenta uma multa de um milhão de rublos (cerca de 10.800 euros, ao câmbio atual) ou a detenção administrativa do diretor por 30 dias, informou o portal Meduza.
Embora a medida possa ser contestada, a imprensa noticiou que as autoridades podem recorrer a meios extraoficiais para punir as empresas, como inspeções administrativas.
Juristas independentes consideraram a medida ilegal, referiu a EFE.
O advogado Timofei Vaskin, da organização Escolas de Recrutas, disse que os decretos presidenciais obrigam as regiões a assumir o custo social e económico da guerra, mas não a impor o recrutamento forçado de voluntários nas empresas.
As medidas de recrutamento ocorrem numa altura em que o Kremlin, sede da presidência russa, mantém que uma segunda mobilização não está prevista.
O vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, assegurou esta quinta-feira à agência RIA-Novosti que não havia necessidade de uma segunda mobilização.
Medvedev referiu que as forças armadas receberam 400.000 voluntários em 2025 e "mais de 80.000" no que vai do ano.
Com o pretexto da criação de unidades de drones, o Ministério da Defesa focou-se no final de 2025 nas universidades e institutos de formação profissional.
O portal Faridaily informou esta semana que o ministro da Ciência e Ensino Superior, Valery Falkov, comunicou aos reitores das maiores universidades que, no mínimo, 2% dos estudantes devem assinar contratos com a Defesa.
Tal significa que as universidades, nas quais estudam 2,2 milhões de jovens, devem recrutar pelo menos 44.000 soldados, número que subiria para 76.000 incluindo as escolas técnicas.
Organizações de direitos humanos alertam que os contratos são, na teoria, de um ano, mas, na realidade, tornam-se indefinidos, não havendo garantia de que os estudantes não sejam enviados para a linha da frente
Por isso, recomendam que os jovens não assinem qualquer documento, apesar das promessas de propinas gratuitas ou das ameaças de expulsão, acrescentou a EFE.
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