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Suspeita de comércio ilegal de combustíveis faz desaparecer petroleiros russos dos radares ao largo dos Açores

Navios estarão a desativar sinal obrigatório de rastreio das embarcações para transferência de carga.

25 de junho de 2022 às 13:08

Pelo menos três petroleiros russos desapareceram dos radares junto ao arquipélago dos Açores, em água portuguesas, nos últimos 10 dias. Os navios, com bandeira de Moscovo, são suspeitos de desligar os sistemas, obrigatórios pelas normas internacionais de navegação, usados para localizar o tráfego marítimo mundial.Este expediente não está apenas a ser usado pelos navios de carga. Uma investigação do jornal britânico Observer, em maio, revelou que, pelo menos, seis superiates ligados a oligarcas russos sancionados pelo Reino Unido desapareceram dos radares de localização. O sistema pode ser desligado por motivos legítimos, mas os especialistas acreditam que algumas embarcações querem ocultar a localização para assim evitar a apreensão das embarcações.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg há suspeitas de que estejam a transferir a carga para outros navios não russos e o 'apagão' impede que tais operações sejam desconhecidas. A tática pode servir para que alguns compradores façam negócios de forma a contornar as sanções internacionais impostas à Rússia.

A desativação do sinal de rastreio do navio - também conhecido como passagem a "atividade escura" - foi sinalizado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América como um dos muitos métodos utilizados para evitar obstáculos no setor marítimo decorrentes das sanções à Rússia decorrentes da invasão da Ucrânia. Ao deixar inativos os dados de localização, um navio pode ocultar o seu destino ou outros detalhes sobre os movimentos doa embarcação.

Desde que começaram a ser impostas sanções ocidentais à Rússia são cada vez mais os petroleiros que têm 'desaparecido' no Atlântico. No final de maio, por exemplo, o navio Zhen I transferiu a sua carga para o supernavio Lauren II a 300 milhas náuticas da ilha da Madeira.

Este expediente não está apenas a ser usado pelos navios de carga. Uma investigação do jornal britânico Observer, em maio, revelou que, pelo menos, seis superiates ligados a oligarcas russos sancionados pelo Reino Unido desapareceram dos radares de localização. O sistema pode ser desligado por motivos legítimos, mas os especialistas acreditam que algumas embarcações querem ocultar a localização para assim evitar a apreensão das embarcações.

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