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Guterres sugere a Putin criação de organização que garanta eficácia dos corredores humanitários na Ucrânia

"História recente mostra que a ONU é uma organização obsoleta", diz presidente russo.

26 de abril de 2022 às 17:51

António Guterres esteve esta terça-feira reunido com o presidente russo, Vladimir Putin, que lhe disse que compreendia a preocupação da ONU com operação militar em curso na Ucrânia, mas quer "reafirmar que este problema surge como resultado do golpe de estado de 2014, quando foi derrubado o presidente pró-russo", começa por dizer Putin.

"O que aconteceu na Ucrânia é que houve duas entidades no leste do país que não concordaram com o que aconteceu em 2014. Pacificamente tentamos regularizar essa situação, através do tratado de Minsk, mas ao longo dos últimos 8 anos, o povo do leste da Ucrânia tem sido desrespeitado. Fomos forçados a fazer isto", continua o presidente russo.

"Fomos solicitados pelas comunidades do Donbass a prestar-lhes auxilio. Temos de reconhecer estados autónomos", explica. O presidente russo afirma que deve ser concedida a Donbass a mesma independência que conseguiu o Kosovo. 

"Falei hoje [26 de abril] com o presidente turco, mas nós vemos que os ucranianos não estão interessados em renegociar as fronteiras. Nós vemos que os ucranianos não estão interessados nas negociações", termina.

António Guterres começa por dizer que a ONU está profundamente preocupada com o que está a acontecer na Ucrânia.

"Apoiamos o dialogo entre os dois países, mas a nossa tarefa principal é resolver esta situação. É por isso que me reuni com o ministro Lavrov e apresentei duas propostas", diz o Secretário-geral das Nações Unidas, e acrescenta: "Sugerimos que seja criada uma organização para discutir os corredores humanitários de forma a que sejam eficazes"."No que diz respeito a Mariupol, muitas áreas foram devastadas e muitas pessoas ainda lá estão e querem sair de lá", declara Guterres. Ao que Putin responde: "A situação em Mariupol é complicada e trágica, mas já não há combates em Mariupol. Existem feridos, que estão a receber cuidados médicos qualificados"."Emiti uma ordem para não atacarem", afirma o presidente russo, e continua: "Devemos deixar as pessoas sair, não há nada mais simples. Os corredores estão a funcionar. As pessoas saíram com o nosso apoio. Estamos a prestar todo o apoio. É um crime manter os civis como estudo humano". 

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