page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Várias cidades russas celebram Dia da Vitória apesar das restrições

Desfile militar russo foi mais limitado que no ano passado.

09 de maio de 2023 às 14:44

Várias grandes cidades da Rússia comemoraram esta terça-feira o Dia da Vitória, que marca a derrota da Alemanha nazi em 1945, "um orgulho" para muitos russos, apesar dos impasses no conflito com a Ucrânia e das restrições de segurança.

Dezenas de pessoas, incluindo famílias com crianças, dirigiram-se ao parque Gorky em Moscovo, perto da Praça Vermelha, onde se realizou o desfile militar russo do Dia da Vitória, este ano mais limitado.

Na entrada do parque, vários cidadãos tiraram fotografias perto das grandes letras "Z" e "V", que se tornaram símbolos de apoio à ofensiva militar.

"Devemos continuar (a comemorar)", disse à agência France-Press o moscovita Roman Goulydov, que visitou o parque com o seu filho.

Para Goulydov, "a história repete-se" na Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro de 2022.

"Sempre surgiu um sentimento de orgulho durante a parada militar", afirmou a reitora do Instituto de Desenvolvimento da Educação da cidade de Yekaterimburgo (cerca de 1.500 quilómetros a este de Moscovo), Svetlana Trenikhina.

"Todos nós esperamos e acreditamos que haverá uma vitória", acrescentou.

O desfile militar russo do Dia da Vitória aconteceu esta terça-feira na Praça Vermelha, em Moscovo, na presença do Presidente da Rússia e de vários líderes de repúblicas ex-soviéticas, sob fortes medidas de segurança.

O Kremlin admitiu que as autoridades decidiram cancelar vários atos públicos relacionados com o 09 de maio (Dia da Vitória) - uma das datas mais importantes do calendário político da Rússia e que assinala a capitulação da Alemanha nazi, em 1945. 

A habitual marcha do "Regimento Imortal", como é conhecido na Rússia, foi cancelada por "receio de atos terroristas de Kiev".

Na Grande Guerra Patriótica, como é conhecida a campanha soviética durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), morreram 26 milhões de cidadãos soviéticos, entre os quais oito milhões de soldados, de acordo com os dados históricos oficiais. 

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.791 civis mortos e 14.815 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8