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Zelensky propõe trégua energética a Moscovo para responder à crise petrolífera

Chefe de Estado ucraniano voltou a pedir que as negociações de paz tripartidas com norte-americanos e russos sejam retomadas o mais rapidamente possível.

30 de março de 2026 às 11:53

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país intensificou nas últimas semanas os ataques contra instalações petrolíferas russas, propôs esta segunda-feira uma trégua energética a Moscovo para responder à crise desencadeada pela guerra no Médio Oriente.

A Ucrânia recebeu recentemente "sinais de alguns dos [seus] parceiros" a pedir para "reduzir os ataques contra o setor petrolífero" russo, indicou Zelensky numa mensagem de voz enviada para o grupo de WhatsApp que partilha com os jornalistas que acompanham a atualidade da Ucrânia.

A guerra no Médio Oriente começou a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

"Sublinho mais uma vez que, se a Rússia estiver pronta para não atacar o setor energético ucraniano, nós não atacaremos o seu setor energético em resposta", acrescentou Zelensky, que insistiu que está disposto a declarar qualquer tipo de cessar-fogo que também seja aceite pela Rússia.

"Recordem que estamos prontos para qualquer tipo de cessar-fogo que seja positivo. Cessar-fogo total. Cessar-fogo energético. De segurança alimentar, energética. Por mar e ar...", declarou o Presidente ucraniano.

Zelensky disse que transmitiu esta posição aos líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar, com os quais se reuniu no final da semana durante a sua digressão pelo Golfo e alguns dos quais têm mediado entre ucranianos e russos.

O chefe de Estado ucraniano voltou a pedir que as negociações de paz tripartidas com norte-americanos e russos sejam retomadas o mais rapidamente possível e explicou, uma vez mais, que o próximo encontro neste formato -- que deveria ter decorrido no início deste mês -- continua a ser adiado devido à recusa dos russos em que se realize nos Estados Unidos.

O presidente ucraniano indicou que a equipa negociadora dos Estados Unidos deixou claro que não viajará enquanto o seu país estiver em guerra com o Irão.

Segundo Zelenski, os russos rejeitam deslocar-se aos Estados Unidos e propuseram a Suíça e a Turquia como possíveis locais para uma nova ronda de negociações. O chefe de Estado ucraniano reafirmou que a Ucrânia está aberta a qualquer opção para que a reunião tenha lugar.

Por outro lado, Kiev pediu desculpas à Finlândia depois de dois drones ucranianos terem caído no domingo no sul daquele país, informou esta segunda-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Gueorguiï Tykhy.

"Já apresentámos as nossas desculpas à parte finlandesa por este incidente. Nenhum drone ucraniano foi direcionado para a Finlândia. A causa mais provável é um desvio provocado pelos sistemas de guerra eletrónica russos", afirmou o porta-voz.

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