Paulo Raimundo admite que “não é fácil ser como Jerónimo de Sousa”
Secretário-geral do PCP fez campanha na terra onde cresceu.
“Não é fácil ser igual a Jerónimo de Sousa, porque Jerónimo é Jerónimo”, admitiu esta terça-feira Paulo Raimundo numa arruada em Setúbal. A jogar em casa, o secretário-geral do PCP sente-se “uma pessoa igual a todos os portugueses, com as mesmas preocupações” e sobre as críticas de quem diz que é um desconhecido, Raimundo responde apenas que “cada um é como é”, afastando comparações com a “máquina do contacto” que era o ex-secretário-geral Jerónimo de Sousa. Em Setúbal, terra onde cresceu, Raimundo entrou em vários estabelecimentos, cumprimentou as pessoas e ouviu os problemas dos jovens e dos professores. Interpelado por um docente, Raimundo garantiu que “connosco não há cheques de ensino, só valorização das carreiras, o fim da precariedade e o restabelecimento do tempo de serviço que foi roubado”.
No fim da arruada, e perante cerca de meia centena de pessoas, a mobilidade foi o tema central. Raimundo exigiu a redução do valor do passe intermodal de 40 para 20 euros, já com a gratuitidade na mira. Mais tarde, em Palmela, Raimundo visou os grandes grupos económicos, exigindo uma tributação mais efetiva e o fim dos benefícios fiscais.
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