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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Montenegro afirma que AD irá assegurar estabilidade mesmo ganhando só por um voto

Presidente do PSD garante que AD traz "união".

08 de março de 2024 às 21:38

O presidente do PSD afirmou esta sexta-feira que a AD irá assegurar estabilidade, ganhando só por um voto ou meio milhão, pela sua capacidade de união, e alegou que o PS se vencer irá dividir o país.

"Pode alguém com esta cultura de divisão dar estabilidade às pessoas, dar estabilidade à sociedade, dar estabilidade a quem quer apostar em Portugal?", questionou Luís Montenegro, referindo-se ao PS, no último comício da campanha da Aliança Democrática (AD) para as legislativas antecipadas de domingo, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Nesta altura ouviu-se um barulho na sala, vindo da cobertura da arena, e Luís Montenegro observou: "Deve ser um não, deve ser um não. Eu até diria: é do céu que vem a resposta".

Segundo o presidente do PSD, a AD quer formar "um Governo que possa emergir da vontade do povo" para "unir Portugal" e "o principal da estabilidade está aí, o principal da governabilidade está aí".

"Um Governo que, com essa legitimação, possa unir todos os setores da sociedade, todo o território português, todas as pessoas, de todas as condições, um Governo que faça isso já está a garantir a estabilidade -- independentemente de ganhar por um, por dez, por cem, por mil, por dez mil, por cem mil ou por meio milhão", considerou.

"Não se preocupem. Em primeiro lugar, a estabilidade vai-nos ser facultada pelo povo português. E em segundo lugar, vamos ser nós com o nosso desempenho que a vamos assegurar", reforçou.

Referindo-se ao PS, acrescentou: "O contrário é que já não é verdadeiro. Quem, ainda que ganhasse hipoteticamente por um voto, fosse governar a dividir, já estava a perder a estabilidade logo no início. Sabem por que é que a maioria absoluta do PS caiu? Porque a instabilidade estava dentro de si própria".

Luís Montenegro dramatizou a escolha de domingo, defendendo que "vai ter reflexos nas próximas décadas", e pegou numa expressão utilizada pelo PS: "Nós temos mesmo de virar a página. Mas desta vez não é para simular a viragem da página para depois tudo continuar na mesma".

O presidente do PSD contestou a ideia de que os governos do PS "viraram a página da austeridade", interrogando: "Impostos máximos, serviços públicos mínimos, o que é que pode ser mais austero do que isto? Ter um rendimento por habitante que já não tem comparação a não ser mesmo nos últimos lugares da tabela da Europa, o que é que pode ser mais austero do que isto?".

Depois, pediu aos portugueses que "acreditem que é possível" Portugal "fazer muito mais", prometendo que com a coligação PSD/CDS-PP o país irá "criar mais riqueza" e assim se irá "garantir verdadeira igualdade de oportunidades, garantir bem-estar".

A AD quer "potenciar essa força" da sociedade, diminuir impostos e premiar o mérito, para incentivar o trabalho, para cada português "fazer um pouco mais".

"Se nós já fomos capazes de descobrir o mundo, vamos fazer o mundo descobrir Portugal", declarou.

A sua mensagem final foi de confiança na decisão dos portugueses: "Eu sei que vocês vão decidir bem, eu sei que nós vamos mudar Portugal e eu sei que vamos dar mais qualidade de vida a cada pessoa".

O presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, ausente em toda a campanha nacional da AD, também não esteve neste comício, que estava marcado para as 18:00 e começou com mais de uma hora de atraso.

Antes de Luís Montenegro, discursaram no palco do Campo Pequeno o presidente do CDS-PP, Nuno Melo, e o autarca do PSD Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

O Campo Pequeno encheu-se de bandeiras do PSD, do CDS-PP da AD e de Portugal.

Cerca de 670 cadeiras foram dispostas na arena para apoiantes, a que se somam cerca de 2700 lugares nas bancadas, que foram enchendo até perto das 19:00, mas não ficaram totalmente ocupados.

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