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Mundial 2026 termina com recordes de público e audiência com máximos históricos

Taxa de ocupação nos estádios atingiu 99,7%, apesar da polémica em torno dos preços elevados dos bilhetes.

20 de julho de 2026 às 18:15

O Mundial2026 de futebol terminou no domingo com números inéditos de público e audiência, confirmou a esta segunda-feira a FIFA, que aponta a "recordes batidos" tanto nos estádios como nas transmissões televisivas.

Antes da final, que consagrou a Espanha como campeã, o organismo já contabilizava 6,6 milhões de adeptos nos estádios dos três países que organizaram a fase final, Estados Unidos, Canadá e México.

Após o Espanha-Argentina (1-0), alguns meios de comunicação social avançaram um total de 6,81 milhões de espetadores nos 104 jogos, à média de 65.490 por jogo.

A fasquia dos cinco milhões foi logo ultrapassada nos oitavos de final, no França-Suécia, superando largamente o máximo anterior de 3.587.538 de espetadores do Mundial1994, numa edição organizada a solo pelos Estados Unidos, com 52 partidas, ou seja metade do que sucedeu no atual formato.

Na edição deste ano, que decorreu entre 11 de junho e 19 de julho, a taxa de ocupação nos estádios atingiu 99,7%, apesar da polémica em torno dos preços elevados dos bilhetes.

"Sete milhões de pessoas nos estádios, dez milhões nas ruas dos Estados Unidos, Canadá e México, e milhares de milhões em frente às televisões", disse o presidente da FIFA, Gianni Infantino, na sexta-feira.

Dispersa por 16 cidades - 11 dos Estados Unidos, três do México e duas do Canadá -, a prova teve 78 dos 104 duelos em território norte-americano, onde, segundo a revista Forbes, a final entre Espanha e Argentina incluiu os ingressos mais caros de sempre em eventos desportivos ali realizados.

Sem números finais divulgados, a FIFA garantiu no sábado que "recordes de audiência televisiva foram batidos, tanto nos países anfitriões como em todo o mundo".

A final de 2022, no Qatar, detinha o máximo histórico, com 1,5 mil milhões de telespetadores, superando os 1,12 mil milhões de 2018, na Rússia.

Antes da edição de 2026, a FIFA antecipava um aumento de 34% nos direitos televisivos, para perto de 4 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros, ao câmbio atual), e de 21% nas parcerias comerciais.

Nas suas plataformas, o organismo estima que, no final dos 'oitavos', 5,2 mil milhões de pessoas -- quase dois terços da população mundial -- tenham interagido com a competição pelo menos uma vez.

A FIFA previa receitas recorde superiores a 7 mil milhões de euros, um crescimento de 56% face a 2022 e de 67% face a 2018. Dos 3,7 mil milhões de dólares (3.200 ME) de despesas projetadas, um quarto seria destinado às seleções e aos clubes que cederam jogadores.

O total de prémios subiu 15%, para 871 milhões de dólares (763,3 ME).

O campeão em Nova Iorque arrecadava 50 milhões (43,8 ME), enquanto cada seleção participante garantia um mínimo de 12,5 milhões (10,9 ME), valor que não elimina o impacto dos custos acrescidos pela dimensão geográfica do torneio.

Infantino admitiu, em junho, que decorrem "discussões sobre a expansão para 64 seleções" no Mundial2030, que assinalará o centenário da competição e será disputado em Espanha, Portugal e Marrocos, com os primeiros três jogos a terem lugar no Paraguai, Uruguai e Argentina.

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, já classificou este eventual aumento de equipas como "mau para o Mundial e para as qualificações".

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