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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Rolando diz que Cabo Verde pode "sonhar com próxima fase" do Mundial

Oriundo da ilha de São Vicente, o antigo defesa-central, de 40 anos, afirma que o desempenho dos 'tubarões azuis' na segunda-feira "superou o sonho" do povo cabo-verdiano.

17 de junho de 2026 às 09:30

O antigo internacional português Rolando crê que a seleção de Cabo Verde, país onde nasceu, pode atingir a fase a eliminar do Mundial2026 de futebol, após "uma estreia marcante" na competição, com o empate (0-0) perante a Espanha.

Oriundo da ilha de São Vicente, o antigo defesa-central, de 40 anos, afirma que o desempenho dos 'tubarões azuis' na segunda-feira "superou o sonho" do povo cabo-verdiano e espera que a seleção às ordens de Bubista aproveite a 'surpresa' infligida à campeã europeia para garantir o acesso aos 16 avos de final nos restantes jogos do Grupo H, diante do Uruguai, no domingo, e da Arábia Saudita, em 27 de junho.

"Nos próximos jogos, Cabo Verde tem de se concentrar no que fez bem e, através da qualidade individual dos jogadores, tentar marcar golos. A partir do momento em que se empata com a Espanha, passa-se a ter o sonho de passar à próxima fase. A equipa tem de ir pontuando para fazer mais história", realça o ex-jogador, com dupla nacionalidade, em declarações à Lusa.

Embora considere o grupo "extremamente complicado", Rolando crê que "a ambição e a crença dos jogadores vão ser cada vez maiores", após cumprirem "o objetivo essencial" de defender bem e "manter a baliza a zeros", com "grandes exibições individuais", entre as quais a do guarda-redes Vozinha, que "anularam os pontos fortes da Espanha".

Ciente de que a formação do arquipélago atlântico não atacou mais porque teve de "gastar muita energia a nível defensivo", num desafio em que teve igualmente de lidar com o "pequeno nervosismo de ser o primeiro jogo numa grande competição", o antigo defesa de FC Porto, Belenenses e Sporting de Braga vê margem para crescimento.

"O povo cabo-verdiano, como disse o 'mister' Bubista, está habituado a essa resiliência. É um país pequeno, mas de 'coração' grande. A seleção provou, como disse o Vozinha, que está lá para competir", salientou.

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