Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas terá encontros com diversas autoridades venezuelanas.
O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SEC), Emídio Sousa, inicia, esta quarta-feira, uma visita de quatro dias à Venezuela centrada em reforçar a atenção e solidariedade de Portugal aos afetados pelo duplo sismo que abalou o país.
A visita foi confirmada através de um comunicado divulgado pela Embaixada de Portugal em Caracas, sublinhando que Lisboa reafirma o compromisso com a Venezuela através da visita do SEC e de um novo envio de ajuda humanitária, que chegará a Caracas nos próximos dias.
"Em representação do Governo de Portugal, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, desloca-se à Venezuela de 08 a 11 de julho, com o objetivo de avaliar no terreno as melhores modalidades para dar continuidade ao apoio português nas fases de recuperação e reconstrução, assim como acompanhar a evolução da resposta à emergência provocada pelos sismos", explica o comunicado.
Esta será a segunda visita à Venezuela, este ano, de Emídio Sousa, "que é, até agora, o único membro de um Governo europeu a deslocar-se ao país neste contexto", acrescenta o texto.
O SEC terá encontros com diversas autoridades venezuelanas, representantes da comunidade portuguesa e do movimento associativo português, assim como com parceiros internacionais presentes no terreno.
"Vimos escutar, acompanhar e continuar a trabalhar junto das autoridades venezuelanas e da nossa comunidade para que a recuperação seja real e duradoura", indicou o embaixador de Portugal na Venezuela, Manuel Frederico Pinheiro da Silva, citado no comunicado.
A chegada de Emídio Sousa ocorre em paralelo a um novo reforço do apoio humanitário de Portugal à Venezuela, que chegará a Caracas em dois voos da Força Aérea Portuguesa e inclui 12 toneladas de material de higiene, abrigo, assistência e saneamento, duas ambulâncias totalmente equipadas disponibilizadas pela Cruz Vermelha Portuguesa, e 1,5 toneladas de ferramentas e equipamentos destinados às operações de remoção de escombros e recuperação.
O reforço da ajuda humanitária "dá continuidade ao esforço desenvolvido por Portugal desde os primeiros dias da emergência, através do envio de uma Força Operacional Conjunta (FOCON)", e a um apoio financeiro de 400 mil euros, ativado pelo Governo português através do Instrumento de Resposta Rápida do Camões, I.P., para apoiar organizações não-governamentais no terreno.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram, pelo menos, 3.685 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 100 portugueses e lusodescendentes, e outros 59 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
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