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Presidente da Venezuela rejeita críticas à resposta do governo ao duplo sismo que abalou o país

Delcy Rodríguez garante que todos os meios foram mobilizados para ajudar a população

04 de julho de 2026 às 01:30

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou esta sexta-feira as crescentes críticas à lentidão da resposta do governo nos primeiros dias após o sismo, garantindo que todos os meios do Estado foram imediatamente mobilizados para ajudar a população.

“Não esperámos um dia, dois ou três. Ativámos todos os meios imediatamente”, assegurou Rodríguez, criticando o que chamou de “tentativas de politização da tragédia”. “O governo venezuelano não poupou qualquer esforço, público, privado, nacional ou internacional”, sublinhou.

Muitos residentes nas zonas mais afetadas pelo duplo sismo de 7.2 e 7.5 da semana passada queixam-se de que foram abandonados à sua sorte pelas autoridades, tendo sido obrigados a escavar os escombros com as próprias mãos em busca de sobreviventes. Os moradores denunciam ainda a falta de maquinaria pesada e outro equipamento especializado e acusam o governo de manipular o balanço oficial da tragédia, que será muito superior aos 2995 mortos até agora confirmados pelas autoridades. “Não entramos em especulações. Os números que anunciamos são rigorosamente verificados”, respondeu Delcy Rodríguez, afirmando que as críticas não passam de “narrativas fabricadas em laboratórios de propaganda”.

Algumas das críticas têm visado os empreendimentos de habitação social promovidos pelo antigo presidente Hugo Chávez, que ruíram como castelos de cartas devido a evidentes defeitos e falta de qualidade da construção. A presidente interina da Venezuela rebateu as acusações, afirmando, sem oferecer provas, que 80% das construções que ruíram foram construídas por privados e não pelo Estado.

Entretanto, as operações de busca e salvamento estão gradualmente a transformar-se em operações de remoção de cadáveres, já que a esperança de ainda encontrar sobreviventes mais de uma semana após a tragédia é cada vez mais reduzida. A última pessoa a ser retirada com vida dos escombros foi o segurança Hernán Gil Flores, que foi resgatado na quinta-feira com a ajuda de elementos da Força Operacional Conjunta enviada por Portugal.

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