Um escritor do universo neorrealista.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, cidade onde nasceu, o escritor neorrealista, tradutor e jornalista morreu ontem, em Lisboa. Estreou-se em 1944, com o livro de contos ‘Nevoeiro’, também editou a revista ‘Vértice’.
A cerimónia de homenagem tem este sábado lugar, às 14h30, no centro funerário da praça de Londres, em Lisboa. O funeral segue para o cemitério dos Olivais.
O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, manifestou no domingo o seu pesar pela morte de Mário Braga, destacando o seu papel de romancista e de "símbolo de resistência" ao Estado Novo, através da revista Vértice.
Mário Braga foi "um importante romancista e contista que com a sua escrita apurada retratou de forma única os conflitos sociais, económicos e políticos da segunda metade de século XX. Foi também um destacado tradutor e divulgador do livro e da literatura", evidenciou o ministro da Cultura, em comunicado.
Sem esquecer "as mais sentidas condolências à família", Castro Mendes destaca o papel de Mário Braga enquanto editor da revista Vértice, "no período em que esta se tornou num fórum do movimento neorrealista e símbolo da resistência ao Estado Novo".
Na mesma nota, o ministro da Cultura sublinha ainda o papel desempenhado pelo romancista "como diretor-geral da Secretaria de Estado da Comunicação Social e no Conselho Consultivo das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian".
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