"Aqui numa semana dão mais 20% ao candidato A, na seguinte mais 7% ao candidato", disse o presidente do PSD.
Rio tem 'feeling' na vitória de Moedas e fala de 'vigarice' nas sondagens
O presidente do PSD disse esta quarta-feira ter "um feeling" na vitória de Carlos Moedas no próximo domingo, e acusou as empresas de sondagens ou de serem "compradas" ou de fazerem de "qualquer maneira", classificando-as como "uma vigarice.
Num almoço de campanha de Lisboa, no Parque Mayer, onde esteve também o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, Rui Rio revelou que tem analisado as sondagens para as eleições alemãs, que se realizam também no domingo, notando que em todas "há um padrão" e apresentam resultados semelhantes entre si.
"Aqui numa semana dão mais 20% ao candidato A, na seguinte mais 7% ao candidato B. Isto, desculpem-me o termo, é uma vigarice, algumas sondagens são encomendadas, tudo bem, mas mesmo as que não são encomendadas compare-se como o que vi na Alemanha (...) Aqui é de qualquer maneira, por um lado, e as outras são compradas", acusou.
"Quem vai ganhar? Não sabemos, o meu feeling é que ganha o Carlos Moedas e é isso que temos de continuar a fazer até dia 26 de setembro", acrescentou.
Num almoço com personalidades da cultura e da ciência, Rio lembrou as dificuldades que teve quando foi autarca do Porto, e considerou que "a tarefa de Carlos Moedas será exigente", mas considerou que o antigo comissário europeu tem "o perfil ideal" para a tarefa.
Na capital do país, o líder do PSD repetiu o discurso contra o excessivo centralismo que fez no interior.
"Lisboa tem cometido um erro: tem confundido crescimento com desenvolvimento, aqui em Lisboa há uma preocupação enorme com crescimento, quando o crescimento a dada altura atrasa o próprio desenvolvimento", disse, considerando que a qualidade de vida na capital "é inferior pelo excesso da centralização".
"Quando eu era presidente da Câmara do Porto e tinha de vir a Lisboa, muitas vezes eu entrava aqui e já nessa altura dizia: se eu fosse presidente da Câmara de Lisboa nem sabia por onde começar", disse, afirmando que não se pode "continuar a perder mais tempo em mais do mesmo".
O líder do PSD defendeu que a mudança "tem de ser extensiva ao país", porque, apesar de se tratar de eleições locais, "o resultado autárquico dará maior ou menor impulso à política nacional", voltando a criticar o Governo por, segundo notícias publicadas, estar a negociar com PCP e BE para "acabar com as taxas liberatórias".
"Temos um Governo que vê capitalistas em todo o lado e tem de taxar de qualquer maneira, está a fazer exatamente o contrário do que deve ser feito", reiterou, deixando de um aviso.
"Se não mudarmos de vida, é uma questão de tempos e vamos acabar por estar em situações parecidas com as que estivemos no passado", alertou, numa alusão aos tempos da 'troika'.
Na sua intervenção, Carlos Moedas assegurou estar pronto para essa mudança pedida por Rio e deixou um compromisso na área da cultura se for eleito presidente da Câmara de Lisboa.
"Os políticos não devem escolher os projetos que são financiados, essas escolhas vão ser escolhas técnicas, não vou trabalhar para uns ou para outros, vou trabalhar para os melhores", assegurou, dizendo que não vai "pagar subsídios" a troco de integrarem a sua comissão de honra.
Moedas revelou ter recebido um telefonema de apoio durante o almoço do ator Ruy de Carvalho, lamentando não poder estar presente, e assegurou que vai ouvir sempre "os homens e mulheres da cultura e os cientistas" antes de tomar decisões nestas áreas.
"A primeira viagem que fiz a Lisboa foi para conhecer o parque Mayer e o meu pai disse-me que a cultura era o mais importante, porque a cultura são as nossas emoções", afirmo, assegurando que essa área estará ao centro do seu projeto para Lisboa.
Nesta que foi a primeira vez que os presidentes de PSD e CDS-PP estiveram junto no período de campanha oficial para as eleições autárquicas de domingo, da área da cultura estiveram artistas plásticos, poetas, o produtor Vasco Morgado, além de atores como João de Carvalho, Carlos Cunha, Paula Marcelo ou Rosa Vila.
Além de Carlos Moedas(coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), concorrem à presidência da Câmara de Lisboa o atual presidente Fernando Medina (coligação PS/Livre), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.