Rodrigo Saraiva defende que os números de Lisboa refletem que os socialistas perderam força nestas eleições.
O porta-voz do Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, disse este domingo, no Porto, que as projeções eleitorais indicam que o Partido Socialista perde força nestas eleições, porque as pessoas recusam um partido que se confunde com o Estado.
"Olhando aquelas projeções que foram apresentadas pelos vários canais televisivos há uma coisa que nos parece já muito clara e muito óbvia. O Partido Socialista perde força nestas eleições. E perde força, porque as pessoas recusam e recusaram uma forma radical de fazer campanha, de muito eleitoralismo, onde um partido se confunde com o Estado ou o Estado se confunde com o partido. Isso fica claro perante as projeções, que os portugueses rejeitam quem mistura essas coisas", declarou Rodrigo Saraiva, na sede do partido Iniciativa Liberal, a propósito das projeções eleitorais das autárquicas 2021.
Questionado sobre as projeções para Lisboa, Rodrigo Saraiva reiterou a mesma ideia.
"Os números de Lisboa demonstram aquilo que acabei de dizer. São um dos números que demonstram aquilo que acabei de dizer, onde se confunde não só o partido com o Estado central e também o Estado local. Lisboa é um bom exemplo disso. As projeções dão ânimo, mas será uma noite longa", referiu.
O Iniciativa Liberal (IL) espera que o resultado nestas autárquicas seja "condigno com aquele caminho que tem feito até agora", "com muita serenidade, sem atalhos", dizendo acreditar "que Portugal vai ser mais liberal".
As projeções televisivas divulgadas hoje às 21:00 dão um empate entre o socialista Fernando Medina e o social-democrata Carlos Moedas na corrida à presidência da Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas.
O terceiro lugar em Lisboa é apontado à candidatura da CDU, encabeçada por João Ferreira, com uma votação entre 10% e 13% (um-dois mandatos), à frente de Beatriz Gomes Dias (BE), que tem uma projeção entre 5% e 7% (um mandato), de Bruno Horta Soares (Iniciativa Liberal), que terá entre 3% e 5%, e de Nuno Graciano (Chega), que obtém igualmente entre 3% a 5%. Nestes dois últimos casos há a possibilidade de eleição de um vereador.
A abstenção nas eleições autárquicas de hoje situou-se entre 45% e 50%%, de acordo com projeções divulgadas pela RTP e pela SIC.
Nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 01 de outubro de 2017, a abstenção foi de 45,03% -- a segunda percentagem mais alta em eleições locais.
O recorde foi atingido nas autárquicas de 2013, nas quais se registou uma abstenção de 47,40%.
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