Procuram-se corpos de vítimas dos fogos no mar Egeu

Mergulhadores voluntários estão unidos para encontrar possível afogados durante os incêndios na Grécia.

30 de julho de 2018 às 01:30
Mar Egeu Foto: EPA
Terror dos incêndios assola a Grécia Foto: Reuters
Terror dos incêndios assola a Grécia Foto: Reuters
Terror dos incêndios assola a Grécia Foto: Reuters
Incêndios matam na Grécia Foto: Youtube
Incêndios matam na Grécia Foto: Youtube
Incêndios matam na Grécia Foto: Youtube
Incêndios matam na Grécia Foto: Youtube
Incêndios matam na Grécia Foto: Youtube
Incêndios matam na Grécia Foto: Youtube

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O número de desaparecidos na sequência dos incêndios que reduziram as localidades gregas de Rafina e Mati a cinzas mantém-se entre os 70 e 100. Vários mergulhadores voluntários uniram esforços e iniciaram ontem trabalhos de busca no mar Egeu onde as autoridades acreditam que várias pessoas morreram afogadas quando tentavam fugir ao fogo.

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Recuperar da tragédia que abalou a Grécia é o objetivo dos sobreviventes que testemunharam o passar das chamas que levaram consigo familiares e amigos. Mas o número de desaparecidos continua a assombrar as populações. As autoridades resgataram 700 pessoas das praias mas acreditam que dezenas terão morrido afogadas. Numa tentativa de ajudar a encontrar os corpos, vários voluntários juntaram-se para participar numa operação que chamam de "mergulho solidário". Entre eles está a brasileira Tuca Oliveira, residente na Grécia, que explicou ao CM que é importante unir forças num momento como este.

"O luto é um processo importante para a recuperação dos sobreviventes e é essencial a presença física do corpo para que esse processo seja concluído. Caso contrário, pode originar-se um luto patológico que pode vir a ter como consequência perturbações psicológicas como a depressão", explicou ao CM a especialista em psicologia clínica Manuela Sofia de Sousa.

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Entretanto, as autoridades gregas estão a investigar uma nova pista sobre o que poderá ter estado na origem dos incêndios : uma queimada de madeira que se descontrolou. A polícia acredita que o vento terá feito com que as faúlhas originassem novos focos de incêndio. Ainda assim, os peritos não afastam a hipótese de fogo posto em alguns locais.

População revoltada com as autoridades

Vários moradores de Rafina descreveram ao CM que a principal avenida da localidade esteve cortada ao trânsito durante o incêndio, sendo que era apenas permitida a passagem dos meios de socorro. Populares alegam que tal impediu a fuga de muita gente, mas as autoridades negam.

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SAIBA MAIS

4000

Último balanço dá conta de quatro milhares de casas afetadas pelos incêndios no país. A maior parte vai poder ser reabitada depois de obras de restauro. As restantes ficaram completamente destruídas.

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Orografia dificultou

As várias nuances do relevo das regiões mais afetadas dificultaram o trabalho dos operacionais que tentaram combater as chamas no terreno. Para além disso, quando os incêndios deflagraram, as temperaturas registadas eram muito elevadas.

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