Prédio desaba na cidade de Olinda. Há dois mortos e cinco desaparecidos
Prédio fazia parte de um total de 28 edifícios que há mais de 20 anos foram condenados pela proteção civil por deficiências graves nas fundações e estruturas.
Pelo menos duas pessoas morreram no final da noite desta quinta-feira, pelo horário local, início da madrugada em Lisboa, no colapso de um edifício residencial na cidade brasileira de Olinda, vizinha a Recife, no estado de Pernambuco. Esta sexta-feira, equipas de resgate tentavam retirar pelo menos outras cinco pessoas ainda desaparecidas sob os escombros, num lento e difícil trabalho manual, pois o uso de máquinas pesadas poderia reduzir ainda mais a probabilidade de encontrar alguém com vida.
Também esta sexta, dois dos quatro feridos no desabamento do prédio continuavam internados num hospital da cidade com traumatismos múltiplos. As outras duas vítimas retiradas com vida dos escombros durante a madrugada e levadas para o hospital tiveram alta após receberem cuidados médicos.
Durante toda a madrugada, bombeiros empenharam-se num emocionante trabalho de retirada de escombros com as próprias mãos para tentarem salvar um homem de 53 anos que estava soterrado, mas que conseguia comunicar com a equipa de resgate. Nove horas após o desabamento, foi retirado com vida ao amanhecer desta sexta-feira, muito ferido mas lúcido, e as buscas continuaram pelos outros cinco soterrados.
O edifício, com quatro andares e 16 apartamentos, estava localizado no bairro Jardim Atlântico, e o colapso fez desabar todos os oito apartamentos do lado da frente da edificação. Os outros oito apartamentos, mesmo bastante afetados, continuaram de pé, permitindo aos moradores fugir ou serem resgatados praticamente ilesos.
O prédio fazia parte de um total de 28 edifícios do Jardim Atlântico que há mais de 20 anos, em 2000, foram condenados pela proteção civil por deficiências graves nas fundações e estruturas. Não obstante esses edifícios terem sido na altura interditados, os moradores continuaram a viver neles e ninguém do poder público foi lá retirá-los.
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