Cheias em Moçambique deixam 40% de Gaza submersa e já destruíram 152 km de estradas

Até sexta-feira, pelo menos 152 quilómetros "estavam completamente destruídos".

19 de janeiro de 2026 às 08:17
Inundações em Moçambique: equipas de resgate ajudam pessoas em barcos Foto: LUÍSA NHANTUMBO/Lusa_EPA
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O Governo moçambicano estima que 40% da província de Gaza está submersa, devido às fortes cheias dos últimos dias e vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de pelo menos 152 quilómetros (km) de estradas.

"Moçambique está a ser afetado por chuvas ininterruptas que estão a causar cheias um pouco por todo o país. Neste momento, a zona sul é a mais afetada, com cerca de 40 por cento da província de Gaza submersa e distritos da província de Maputo inundados e, nalgumas situações, isolados", refere uma nota divulgada esta segunda-feira pelo Ministério dos Transportes e Logística.

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Acrescenta que da avaliação feita até sexta-feira, pelo menos 152 quilómetros "estavam completamente destruídos e mais de três mil quilómetros praticamente afetados em todo o território nacional, de estradas classificadas".

Entretanto, assinala o ministério, outras vias de acesso não classificadas foram afetada, as quais já eram precárias e com o nível das águas estão praticamente intransitáveis.

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"Há zonas críticas, como as províncias de Gaza, Maputo e também em Sofala. Temos vias quase intransitáveis, como resultado da emergência do nível das águas", refere o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, citado na informação.

O objetivo é fazer a reposição das vias o mais rápido possível, para "dar assistência às famílias que estão em situação de inacessibilidade", garantindo nomeadamente a alimentação.

Pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, registando-se a destruição total de 1.160 casas e outras mais de 4.000 parcialmente inundadas, avançou sexta-feira o Governo, decretando alerta vermelho nacional.

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Prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas quase interruptas de há vários dias e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade de encaixe.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

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