Israel e EUA lançam ataque com mísseis no Irão
Ministério da Defesa israelita informou que Israel lançou um "ataque preventivo contra o Irão" para "eliminar as ameaças" ao seu país.
Os meios de comunicação iranianos noticiaram este sábado pelo menos três explosões no centro e norte de Teerão, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.
O Ministério da Defesa israelita informou que Israel lançou um "ataque preventivo contra o Irão" para "eliminar as ameaças" ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelita.
"Espera-se um ataque com mísseis e drones contra o Estado de Israel e a sua população civil no futuro imediato", informou a Defesa iraelita num comunicado enviado às 8h15, hora local (6h15 TMG), no qual indicou que o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país.
A operação terá sido planeada em conjunto, entre o Israel e os EUA, durante meses. O The Times of Israel avança que uma fonte de segurança não identificada afirma que o Israel está empenhado "totalmente" nesta operação, e os EUA estão "em sintonia". A fonte afirma ainda que a "fase inicial" do ataque conjunto está planeada para durar quatro dias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "não estava satisfeito" com o progresso das recentes negociações entre os EUA e o Irão, que este país não pode ter armas nucleares e que não deveria ter capacidade de enriquecimento de urânio.
As nuvens de fumo subiram no norte e centro da cidade, numa zona aparentemente próxima dos escritórios do líder supremo, aiatola Ali Khamenei.
Não é claro se Khamenei, de 86 anos, estava nos escritórios no momento do ataque, sendo que não é visto em público há dias, desde que as tensões com os Estados Unidos começaram a aumentar. O ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irão a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.
Os ataques estão a ser realizados por meios aéreos e marítimos, explicam as autoridades.
Em atualização.
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