Acusados do massacre à redação do jornal satírico Charlie Hebdo dados como culpados

Réus foram condenados por envolvimento em conspiração criminosa.

16 de dezembro de 2020 às 16:41
Paris, cena, atentado, terrorista Foto: Reuters
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Os 14 arguidos que participaram nos ataques de 2015 ao jornal satírico Charlie Hebdo e ao supermercado judeu em Paris, França, foram considerados culpados.A decisão do coletivo de juízes foi conhecida esta quarta-feira.

O julgamento decorreu nos últimos três meses em plena pandemia. De acordo com o Washington Post, dos 14 réus, três foram julgados à revelia e cinco foram poupados da acusação de cumplicidade terrorista, tendo sido apenas condenados por envolvimento em conspiração criminosa.A 29 de outubro, um homem, munido de uma faca, matou três pessoas numa igreja em Nice, França.

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Para além do ataque ao jornal "Charlie Hebdo" levado a cabo pelos irmãos Kouachi e no qual morreram 12 pessoas, os ataques perpetrados por Amedy Coulibaly provocaram a morte de uma polícia em Montrouge, nos arredores da capital, e a morte de outras quatro pessoas num supermercado judeu. No total, morreram 17 pessoas.

Professor decapitado às mãos de militante islâmico

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A morte do professor Samuel Paty foi o mais recente ataque realizado por um militante islâmico, a 16 de outubro, nos arredores de Paris. Na origem do crime esteve a exibição de caricaturas, por parte do docente, durante uma aula sobre liberdade de expressão. De acordo com as informações recolhidas pela investigação, Samuel terá dado a escolher aos alunos a possibilidade de verem ou não os cartoons referentes ao profeta Maomé.

A 29 de outubro, um homem, munido de uma faca, matou três pessoas numa igreja em Nice, França.

Charlie Hebdo republica caricaturas de Maomé antes de julgamento

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O jornal francês republicou as caricaturas de Maomé no dia em que arrancou o julgamento, em setembro.

"Nós não dormiremos nunca. Nós nunca renunciaremos", justificou o diretor do jornal satírico, Riss, neste número especial.

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