Agência Internacional de Energia Atómica convoca reunião extraordinária para segunda-feira

"Sessão especial" foi convocada pela delegação russa e terá lugar pouco antes do início da reunião ordinária de primavera do Conselho de Governadores da agência, agendada para a próxima semana.

01 de março de 2026 às 08:14
Agência Internacional de Energia Atómica Foto: Direitos Reservados
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O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) vai realizar uma reunião extraordinária esta segunda-feira em Viena para tratar da situação no Irão, atacado por Israel e pelos Estados Unidos.

Segundo informou este sábado a AIEA, a "sessão especial" foi convocada pela delegação russa e terá lugar pouco antes do início da reunião ordinária de primavera do Conselho de Governadores da agência, agendada para a próxima semana.

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A reunião extraordinária abordará "questões relacionadas com os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território da República Islâmica do Irão", indicou o comunicado.

Até ao início dos ataques ao Irão na manhã de sábado, as delegações do Irão e dos Estados Unidos deveriam reunir-se na próxima semana à margem da reunião do Conselho para discutir questões técnicas relativas a um possível acordo nuclear entre as partes.

A agência declarou no seu último relatório técnico sobre o Irão, divulgado na sexta-feira, que, desde os primeiros ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra a República Islâmica, em junho de 2015, os inspetores não conseguiram aceder aos materiais ou às instalações nucleares danificadas.

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Ao mesmo tempo, a agência responsável pela supervisão da segurança nuclear mundial indicou ter observado, através de imagens de satélite, que o Irão tem vindo a realizar novos trabalhos nas instalações nucleares atacadas em junho último.

Apesar da "situação sem precedentes" provocada por estes ataques, a agência observou que o Irão continua obrigado a cooperar para verificar e monitorizar as suas atividades.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, só desta forma poderá garantir a segurança e a não proliferação de materiais nucleares no Irão, incluindo cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60% --- muito próximo do nível necessário para o fabrico de armas ---, referiu o relatório da agência.

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