Aliado faz ameaça de destruir Bolsonaro
Líder de bancada do PSL diz ter gravação que compromete o presidente, a quem chama “vagabundo” por querer controlar o partido.
A tentativa de Jair Bolsonaro e dos filhos Eduardo e Flávio de tomarem à força o comando do Partido Social Liberal (PSL), pelo qual se elegeram, além de ter dividido o partido está a provocar posições extremadas. Na mais recente, o líder do PSL no parlamento, Delegado Waldir, chamou "vagabundo" a Bolsonaro e ameaçou destruir o presidente.
"Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação", afirmou Waldir, sem explicar que gravação tem em sua posse, num almoço com líderes do PSL que tentam evitar que o partido seja tomado pelo clã Bolsonaro, entre eles Luciano Bivar, fundador e atual presidente, acrescentando:"Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo [Bolsonaro]. Andei ao sol em 245 cidades [na campanha eleitoral] gritando o nome desse vagabundo."
Até agora a tentativa de tomar o PSL e deitar a mão aos milhões do Fundo Eleitoral que o partido vai receber para as municipais de 2020 foi um fracasso. Bolsonaro não conseguiu o cargo de Bivar, que é apoiado por parte significativa dos deputados e senadores do PSL.
A tentativa feita na noite de quarta-feira para derrubar Waldir e colocar na chefia da bancada parlamentar o filho Eduardo foi outra derrota e, pior ainda, a divisão causada no partido e no grupo parlamentar pode dificultar a aprovação de medidas importantes no Congresso.
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