Aliados cautelosos sobre pedido de ajuda de Trump

Países europeus não se comprometem com missão militar apesar da ameaça velada de Trump à NATO.

17 de março de 2026 às 01:30
Donald Trump Foto: EPA
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Os principais aliados dos EUA reagiram esta segunda-feira com cautela ao pedido de ajuda de Donald Trump para garantir a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, evitando comprometer-se com uma missão militar sem objetivos ou limites claros que arrisca arrastá-los para uma guerra que não escolheram.

O primeiro-ministro do Reino Unido - um dos países aos quais Trump fez um apelo direto, juntamente com a França, China, Japão e Coreia do Sul - sublinhou que o país “não se deixará arrastar para uma guerra alargada” e sem “um plano bem delineado”. Keir Starmer admitiu, porém, enviar drones caça-minas e disse estar a falar com os parceiros europeus para decidir a melhor forma de contribuir.

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A França também não se comprometeu, limitando-se a reiterar a disposição de reforçar a sua presença naval na região mas apenas quando a situação acalmar, enquanto a Alemanha exigiu “maior clareza” por parte dos EUA sobre os objetivos da missão e frisou que “esta não é uma guerra da NATO”, isto depois de Trump ter feito uma ameaça velada aos aliados, afirmando que uma eventual recusa “seria má para o futuro da NATO”.

Já a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, admitiu que é do interesse dos 27 manter o Estreito aberto e disse ter discutido com osecretário-geral da ONU, António Guterres, uma eventual replicação no Médio Oriente do acordo que permitiu exportar cereais da Ucrânia apesar da guerra. 

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