Angolanos improvisam máscaras de pano africano

Perante a escassez de máscaras cirúrgicas, pequenos empresários fabricam alternativas que garantem ser seguras e eficazes.

11 de abril de 2020 às 10:09
Angolanos improvisam máscaras de pano africano Foto: Direitos Reservados
Partilhar

A escassez de máscaras cirúrgicas levou muitos angolanos a procurarem alternativas, inundando as ruas de Luanda com máscaras de coloridos tecidos africanos que vieram dar um novo fôlego ao negócio de muitos costureiros e alfaiates.

Chitunda Sapalo, um pequeno empreendedor de Luanda, dedicou-se à confeção de máscaras artesanais desde que foi decretado o estado de emergência no país, a 27 de março. "Suspendemos os nossos trabalhos de confeção de roupas e começámos a dedicar-nos à fabricação de máscaras de panos, com meios próprios", disse à Lusa. De forma altruísta, o jovem empreendedor, dono de um espaço com apenas uma máquina de costura, começou por produzir 50 máscaras, que foram distribuídas por si e pelo parceiro com quem trabalha, de forma gratuita, nas comunidades onde vivem."Neste momento estamos a precisar de matéria-prima, mais concretamente panos e máquinas, para conseguirmos produzir diariamente 250 máscaras para o Estado, que por sua vez vai encarregar-se da sua distribuição", afirma. Segundo ele, a máscara de pano africano "é eficaz porque permite ao cidadão usá-la várias vezes, por um ou dois meses". "Quando vai à rua e regressa a casa deve lavá-la e depois passar a ferro para matar o vírus, evitando pegar na parte interior da máscara e apenas na extremidade", explica.

Pub

As responsáveis pela venda das máscaras são essencialmente as  ‘zungueiras’ (vendedoras ambulantes), que adquirem o produto no mercado de Kikolo e o vendem a um preço que varia entre 100 e 200 kwanzas (entre 15 e 30 cêntimos). Fernanda Maria diz que chega a vender entre 20 e 25 máscaras por dia, lucrando 3000 kwanzas (4,9 euros), que servem para comprar comida.

Recém-nascidos com viseiras

Pub

Laboratório fecha rastreio na Feira

O laboratório Germano de Sousa decidiu encerrar até segunda-feira o centro de rastreio à Covid-19, instalado no Europarque, em Santa Maria da Feira. O centro, explica o laboratório, nunca teve capacidade para realizar 400 testes por dia, conforme tinha sido anunciado pela autarquia.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar