“Anti-vacinas” australianos contra Covid-19 podem ser impedidos de viajar

Executivo de Scott Morrison está a estudar a vacinação obrigatória dos cidadãos contra a Covid-19.

19 de agosto de 2020 às 13:32
Scott Morrison, primeiro-ministro australiano Foto: Getty Images
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O governo australiano poderá proibir os cidadãos que recusarem receber uma vacina contra o coronavírus, de viajar de avião e nos transportes públicos, e frequentar restaurantes.

A medida vem no seguimento das mensagens abusivas de que os membros do executivo têm sido alvo nas redes sociais, mal foi anunciado que o governo liderado por Scott Morrison tinha assinado, na terça-feira, um acordo com a Universidade de Oxford.

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A Austrália espera receber, logo que seja aprovada, a vacina que aquela instituição está a desenvolver – algo que poderá acontecer até ao final do ano – e está a analisar a sua obrigatoriedade a todos os cidadãos.

Nick Coatsworth, responsável pelo serviço de saúde da Austrália, afirmou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que as medidas para incentivar a adoção da vacina estão a ser discutidas pelo governo e por técnicos de saúde.

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Não poder ir a restaurantes ou viajar em transportes públicos, ou voar para fora do país "são, claramente, decisões políticas a serem discutidas", afirmou o médico. Embora não exista ainda uma lei para fazer cumprir essas decisões, Coatsworth disse que poderiam ser dados certificados aos cidadãos para provarem que estão vacinadas.

O governo australiano espera que 95% da população esteja imunizada quando a vacina contra o coronavírus estiver disponível no início de 2021.

"Acredito que a maioria dos cidadãos será vacinada, e que haverá uma forte pressão da opinião pública sobre aqueles que optem por não serem vacinados", sublinhou o responsável.

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Uma das opções em cima da mesa seria negar apoio governamental aos cidadãos que recusarem a vacina, algo que já acontece desde 2015 junto das pessoas que não vacinam os filhos.

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