Artigo do 'El País' considera PCP os "últimos marxistas-leninistas da Europa"

Jornal espanhol descreve um partido que tem resistido às "sentenças de morte" e que vive a sua "época mais gloriosa".

26 de setembro de 2018 às 16:11
militantes, bandeiras, Partido Comunista, Atalaia, PCP Foto: Manuel Moreira 
Militantes comunistas na Festa do Avante de 2018 Foto: António Pedro Santos/Lusa
Militantes comunistas na Festa do Avante de 2018 Foto: António Pedro Santos/Lusa
Jerónimo de Sousa Foto: Lusa
Jerónimo de Sousa na Festa do Avante de 2018 Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

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O jornal diário espanhol El País publicou esta quarta-feira no seu site um artigo de opinião, assinado por Javier Martín Del Barrio, em que o cronista aponta o Partido Comunista Português (PCP) como os "últimos marxistas-leninistas da Europa".

O texto fala num partido que tem resistido às constantes sentenças de morte e que vive a sua "época mais gloriosa". O artigo faz ainda referência à  tiragem semanal do jornal Avante!, com 14 mil exemplares por semana.

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"O PCP não desapareceu porque tem raízes profundas com a classe operária. O PCP mantém uma relação umbilical com o povo, a alternativa aos grandes monopólios", escreve o autor.

O artigo cita editorias do jornal Avante e incluiu declarações de Pacheco Pereira,  antigo líder parlamentar do PSD biógrafo de Álvaro Cunhal. Pacheco Pereira explica o que separa o PCP do Bloco de Esquerda. 

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"Faltam ao Bloco duas coisas do PCP: A base local e os sindicatos.Vinte anos depois, continua a não as ter e procura mais roubar votos aos socialistas do que aos comunistas. Seja como for, é inquestionável o processo de decadência do PCP, que passa pelo envelhecimento do seu voto rural e pela perda de força dos seus sindicatos".

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