Austrália aplica pela primeira vez lei contra pornografia deepfake
Lei australiana criminaliza a manipulação de imagens de carácter sexual e prevê uma pena máxima de sete anos de prisão.
William Hamish Yeates, de 19 anos, é a primeira pessoa a ser acusada ao abrigo de uma nova lei australiana que criminaliza a manipulação de imagens de caráter sexual e prevê uma pena máxima de sete anos de prisão.
Deepfake é uma técnica de inteligência artificial (IA) que permite criar conteúdos audiovisuais falsos, mas extremamente realistas.
O tribunal tomou conhecimento de que Yeates tinha distribuído imagens da alegada vítima, sem o seu consentimento, em várias contas na plataforma X.
Segundo a BBC, o acusado enfrentava 20 acusações e não fez comentários ao sair do tribunal após ter admitido quatro crimes. Vai voltar a julgamento em abril.
A entidade reguladora da Internet na Austrália, a eSafety Commission, tem vindo a alertar para a crescente ameaça da manipulação por IA.
“Existem dados preocupantes que indicam que os deepfakes explícitos aumentaram na Internet até 550 % em termos homólogos desde 2019”, escreveu Julie Inman Grant, líder da entidade reguladora australiana responsável pela segurança online, após aconselhar o Parlamento sobre as novas leis em 2024.
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