Avião da TAP raspa cauda ao descolar em pista de Itália. Teve de gastar combustível para aterrar em segurança
Incidente ocorreu esta terça-feira, pelas 11h41. Foi aberta uma investigação.
Um avião da TAP com destino a Lisboa raspou, esta terça-feira, com a cauda na pista do Aeroporto de Fiumicino, em Roma, Itália. O Airbus A320 teve de regressar à capital italiana após alguns minutos, no entanto, foi necessário gastar combustível primeiro para o poder fazer em segurança.
O incidente ocorreu esta terça-feira, pelas 11h41, e a Agência Nacional Italiana para a Segurança de Voo (ANSV) abriu uma investigação para o sucedido, avança o jornal italiano Corriere della Sera.
O avião iniciou a descolagem na pista 25 de Fiumicino mas, pouco antes de levantar voo, "raspou a cauda na pista", explica a ANSV em comunicado.
Até ao momento, ainda não se sabe o que causou o incidente, no entanto, geralmente, este tipo de situações ocorrem quando as velocidades de descolagem são calculadas incorretamente ou quando o peso (bagagem, passageiros) não está distribuído da forma ideal.
Imediatamente após a descolagem o avião virou à direita e solicitou à torre de controlo que retomasse por precaução e, pelas 11h50, iniciou a sequência para queimar o excesso de combustível, conforme os dados fornecidos pelo Flightradar24, pousando em segurança pelas 12h40.
O número de passageiros a bordo é desconhecido, no entanto, o modelo do avião tem 174 lugares sentados e seis tripulantes (dois pilotos e quatro comissários de bordo). Não há relato de feridos e a extensão dos danos na aeronave está a ser avaliada.
A ANSV ordenou o envio de um investigador ao Aeroporto em Roma para recolher evidências disponíveis que serão também úteis para a correta classificação do incidente.
Esta não é a primeira vez que uma situação assim acontece já que, em 2024, um Boeing 777, operado pela companhia aérea LATAM, com quase 400 pessoas a bordo, danificou mais de 700 metros da pista do aeroporto de Milão Malpensa. A situação aconteceu quando os pilotos inseriram parâmetros de descolagem incorretos no computador de bordo.
Após um ano e meio de investigações, a ANSV concluiu que o incidente poderia ter tido consequências muito mais graves, caso o avião não tivesse conseguido descolar e retomar a Malpensa uma hora e dez minutos mais tarde.
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