Bolsonaro manda eliminar publicidade que mostrava homens de cor de rosa

O presidente brasileiro pediu ainda ao presidente do Banco do Brasil para despedir o diretor de Marketing.

Jair Bolsonaro Foto: Reuters
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Jair Bolsonaro, presidente do Brasil Foto: Reuters
Jair Bolsonaro Foto: Getty Images
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro Foto: Reuters

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Acusado de ter preconceito contra mulheres, negros e gays, o que desmente, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tomou uma nova medida de força que dá razão aos seus críticos.

Bolsonaro fez mais uma intervenção intempestiva numa empresa controlada pelo governo, o Banco do Brasil, a ordenar a retirada do ar de uma publicidade daquela instituição que apostava na diversidade racial e de género.

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Na publicidade, que começou a ser veiculada há dias na rede nacional de televisão para aliciar jovens a abrirem conta no Banco do Brasil, surgem mulheres negras de cabelo rapado, homens com camisa ou cabelo cor de rosa, e outros num salão de beleza.

Bolsonaro ligou diretamente para o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e ordenou que, além de tirar a publicidade da televisão, demitisse o diretor de Marketing do banco, que autorizou a divulgação da peça publicitária.

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A censura à publicidade que mostrava negros e homens de cor de rosa vai de encontro ao pensamento preconceituoso dominante no governo de Bolsonaro, onde pastores evangélicos e defensores da direita ultra-radical têm muito peso.

Recentemente, a própria ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que quem usa azul é menino e quem usa rosa é mulher, ignorando o movimento LGBT, que ela mesmo considera uma aberração, e a liberdade de cada um de usar o que quiser, independentemente da sua raça ou opção sexual. 

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