Bruxelas avalia pedido de Portugal para verbas do fundo de solidariedade da União Europeia por prejuízos do mau tempo
Em causa estão prejuízos superiores a 5.300 milhões de euros devido ao mau tempo.
A Comissão Europeia disse, esta quarta-feira, ter recebido e estar a avaliar o pedido de Portugal para aceder a verbas Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE) por prejuízos superiores a 5.300 milhões de euros devido ao mau tempo.
"No dia 13 de abril de 2026, a Comissão recebeu um pedido de assistência financeira do Fundo de Solidariedade da UE por parte de Portugal, relativo a várias tempestades consecutivas entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026", confirmou o executivo comunitário, em resposta escrita enviada à agência Lusa.
Bruxelas indica estar a "avaliar a elegibilidade e a plausibilidade do pedido recebido, de acordo com os critérios".
Segundo a Comissão Europeia, "Portugal solicitou um pagamento adiantado", pelo que "a Comissão está a realizar uma avaliação preliminar da elegibilidade do pedido, com base na qual poderá ser concedido um adiantamento".
"Uma vez concluída a avaliação e se estiverem reunidas as condições para mobilizar o Fundo, a Comissão determinará o montante da assistência financeira, sujeito à disponibilidade orçamental, e apresentará uma proposta ao Parlamento Europeu e ao Conselho", explica a instituição à Lusa.
O pagamento poderá ser efetuado após a aprovação da proposta e a adoção de uma decisão de mobilização, adianta, sem apontar prazos.
Há dois dias, foi anunciado que o Governo submeteu a Bruxelas um pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da UE para prejuízos superiores a 5.300 milhões de euros devido ao mau tempo do início do ano no país.
Portugal foi atingido por um comboio de tempestades entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro, que afetou, sobretudo, a região Centro.
No pedido, o executivo assinalou que Portugal foi assolado por sete tempestades, com ventos que ultrapassaram os 130 quilómetros por hora, a que se somou um recorde de precipitação, bem como cheias, derrocadas e agitação marítima.
Estes fenómenos destruíram habitações, estruturas de abastecimento de água, energia e de comunicações e causaram graves impactos nos portos, hospitais, escolas, património e na atividade económica.
A candidatura destina-se a ajudar a reconstrução das infraestruturas públicas afetadas e as intervenções de emergência.
O Fundo de Solidariedade da UE destina-se a apoiar os Estados-membros face à ocorrência de catástrofes naturais graves ou emergências de saúde pública.
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