Bruxelas insta Meta a permitir utilização de assistentes de IA terceiros no WhatsApp

Comissão Europeia avisou que poderá impor essa medida se a 'gigante' tecnológica não o fizer.

15 de abril de 2026 às 17:16
Logótipo da Meta, empresa de tecnologia e redes sociais Foto: AP
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A Comissão Europeia instou esta quarta-feira a Meta a permitir a utilização de assistentes de Inteligência Artificial terceiros no WhatsApp, advertindo que poderá impor essa medida se a 'gigante' tecnológica não o fizer.

Esta decisão surge depois de, em fevereiro, a Comissão Europeia ter notificado a Meta sobre um potencial abuso de posição dominante no mercado, após a empresa tecnológica ter anunciado em outubro uma atualização dos termos do WhatsApp Business que impediam assistentes de Inteligência Artificial (IA) terceiros de operar na aplicação.

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Em reação a esta notificação da Comissão Europeia, a Meta decidiu, em março, voltar a permitir a utilização desses assistentes, mediante o pagamento de uma taxa.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, a Comissão Europeia considera que a imposição desta taxa é, "na prática, equivalente à anterior proibição de acesso", uma vez que permite que a empresa tecnológica "impeça concorrentes de entrar ou expandir-se no mercado em rápido crescimento dos assistentes de IA".

Assim, o executivo comunitário insta a Meta a restabelecer o acesso "dos assistentes de IA terceiros nas mesmas condições existentes antes de 15 de outubro de 2025", data em que a Meta atualizou os termos do WhatsApp Business.

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A 'gigante' tecnológica tem agora a possibilidade de responder e contra-argumentar a este pedido. Se a Comissão Europeia considerar que a resposta da Meta não é satisfatória, pode decidir impor o pedido esta quarta-feira anunciado.

Citada no comunicado, a comissária europeia para a Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, refere que o facto de a Meta estar a impedir a utilização de assistentes de IA terceiros no WhatsApp pode "prejudicar seriamente a competição" neste mercado.

"É por isso que decidimos continuar com o nosso procedimento com vista à imposição de medidas provisórias, que restabeleceriam o acesso pleno de assistentes de IA concorrentes ao WhatsApp até concluirmos a análise completa da questão", refere.

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Em dezembro de 2025, a Comissão Europeia anunciou uma investigação formal para avaliar se a nova política da 'gigante' tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.

A decisão esta quarta-feira anunciada insere-se nessa investigação, mas não prejudica o seu resultado final.

A Meta é a dona das redes sociais Facebook e Instagram, bem como de aplicações de comunicação para consumidores, como o WhatsApp e o Messenger.

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