Cápsula da SpaceX aterra ao largo da Califórnia após regresso de missão por doença de astronauta

Foi a primeira vez que a NASA interrompeu um voo espacial por motivos médicos.

15 de janeiro de 2026 às 09:27
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A cápsula da SpaceX que transportava quatro astronautas pousou em segurança na manhã desta quinta-feira no Oceano Pacífico, ao largo da Califórnia, depois de um regresso de emergência à Terra devido à necessidade de um dos tripulantes receber cuidados médicos. "É tão bom estar em casa", disse a astronauta da NASA, Zena Cardman, citada pela Associated Press (AP). A missão, composta por um norte-americano e dois russos a bordo, tinha começado em agosto e um novo lançamento está previsto para meados de fevereiro, de acordo a NASA e a SpaceX. 

Não foi revelado qual o astronauta que necessita de tratamentos, tendo sido alegado sigilo médico. O astronauta encontra-se estável, de acordo com informações reveladas pela NASA. Foi a primeira vez que a NASA interrompeu um voo espacial por motivos médicos.

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"Esta foi uma decisão deliberada para permitir que as avaliações médicas adequadas fossem feitas em solo, onde existe toda a capacidade de diagnóstico", apontou o comandante da estação espacial, Mike Fincke.

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FOTO: NASA via AP
Membros da tripulação da SpaceX Crew-11 reentram na Terra e pousam na água, perto de San Diego, Califórnia
FOTO: NASA via AP
Membros da tripulação da SpaceX Crew-11 reentram na Terra e pousam na água, perto de San Diego, Califórnia
FOTO: NASA via AP
Cápsula Dragon da SpaceX se desprendendo da Estação Espacial Internacional

Esta foi a quarta visita de Fincke à estação espacial e a segunda de Yui, segundo a NASA. Para Cardman e Platonov, foi o primeiro voo espacial.

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"Estou orgulhoso do rápido esforço de toda a agência até à data para garantir a segurança dos nossos astronautas", disse o administrador da NASA, Jared Isaacman.

Outros três astronautas estão atualmente a viver e a trabalhar a bordo da estação espacial: Chris Williams, da NASA, e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que foram lançados em novembro a bordo de um foguetão Soyuz para uma estadia de oito meses. Devem regressar a casa no verão (do hemisfério norte).

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