China aumenta pressão sobre católicos clandestinos para aderirem à igreja oficial
Campanha iniciou há uma década para garantir que confissões religiosas e igrejas independentes se mantêm alinhadas com o Partido Comunista Chinês.
As autoridades chinesas intensificaram a pressão sobre comunidades católicas clandestinas para aderirem à igreja oficial e reforçaram vigilância e restrições de deslocação sobre cerca de 12 milhões de fiéis, denunciou esta quinta-feira uma organização de defesa dos direitos humanos.
Segundo um relatório divulgado pelo Observatório dos Direitos Humanos (ODH, Human Rights Watch), o agravamento da pressão insere-se numa campanha iniciada há uma década para garantir que as confissões religiosas e igrejas independentes se mantêm alinhadas com o Partido Comunista Chinês, oficialmente ateu.
Os católicos na China estão historicamente divididos entre uma igreja oficial, que não reconhecia a autoridade do Papa, e comunidades clandestinas fiéis ao Vaticano, que resistiram durante décadas de perseguição.
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