China e EUA acordam aprofundar cooperação comercial após cimeira Trump-Xi

Pequim anunciou ainda que Xi Jinping realizará uma visita de Estado aos Estados Unidos no próximo outono, a convite de Donald Trump.

15 de maio de 2026 às 17:17
Presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e o presidente chinês, Xi Jinping, na cerimónia de boas-vindas ao líder norte-americano na chegada a Pequim Foto: Maxim Shemetov/AP
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A China e os Estados Unidos acordaram continuar a implementar os acordos comerciais existentes e criar novos conselhos bilaterais de comércio e investimento, anunciou esta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi.

Após a cimeira entre os presidentes chinês e norte-americano, Xi Jinping e Donald Trump, em Pequim, e segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, as delegações dos dois países alcançaram "resultados positivos no geral", incluindo o compromisso de continuar a aplicar "todos os acordos assinados durante as consultas anteriores".

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As duas potências decidiram ainda estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimento, numa tentativa de aprofundar os mecanismos de diálogo económico bilateral.

A diplomacia chinesa informou também que Pequim e Washington concordaram em abordar "as preocupações mútuas relativas ao acesso aos mercados agrícolas" e promover o crescimento do comércio bilateral através de "reduções tarifárias recíprocas".

A cimeira de dois dias terminou esta sexta-feira com a partida de Trump de Pequim, após uma visita marcada por sinais de aproximação diplomática, mas sem avanços significativos nas principais divergências geopolíticas entre os dois países, incluindo a crise no Médio Oriente e a questão de Taiwan.

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Trump classificou os entendimentos económicos alcançados como "fantásticos", embora não tenham sido anunciados acordos concretos de grande dimensão nem detalhadas novas promessas de investimento chinês nos Estados Unidos.

O Presidente norte-americano viajou acompanhado de uma ampla delegação de empresários e dirigentes económicos, numa deslocação em que Washington procurava obter compromissos comerciais tangíveis, nomeadamente nos sectores agrícola e industrial.

Até várias horas após a partida de Trump, não tinham sido divulgados novos acordos específicos.

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Vários analistas consideravam pouco provável que o encontro produzisse progressos substanciais nas questões mais sensíveis, mas acrescentavam que Trump necessitava de regressar aos Estados Unidos com sinais de estabilidade económica, numa altura em que enfrenta inflação persistente, a crise no Médio Oriente e a aproximação das eleições intercalares.

Pequim anunciou ainda que Xi Jinping realizará uma visita de Estado aos Estados Unidos no próximo outono, a convite de Trump, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.

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