China pede "fim imediato" do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba

Mao sustentou que essas medidas "violam gravemente" os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.

09 de julho de 2026 às 10:32
Porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning Foto: Johannes Neudecker/picture-alliance/dpa/AP Images
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A China pediu, esta quinta-feira, aos Estados Unidos que acabe com o bloqueio e sanções contra Cuba, após a Assembleia Geral das Nações Unidas ter aceitado realizar um debate sobre o embargo norte-americano à ilha.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que os Estados Unidos mantêm há mais de 60 anos um bloqueio e sanções contra Cuba, medidas que "foram repetidamente reforçadas" e que, segundo Pequim, "provocaram uma crise energética" no país das Caraíbas.

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Mao sustentou que essas medidas "violam gravemente" os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e as normas fundamentais das relações internacionais, além de "comprometerem seriamente" os direitos de Cuba à sobrevivência e ao desenvolvimento e de causarem "profundo sofrimento" ao povo cubano.

"A decisão da Assembleia Geral da ONU, aprovada por uma maioria esmagadora, de realizar um debate sobre esta questão demonstra, uma vez mais, o apoio da comunidade internacional ao povo cubano na defesa da soberania nacional e a oposição à ingerência externa e ao bloqueio", afirmou a porta-voz, acrescentando que as práticas "unilaterais" e de "intimidação" de Washington carecem de apoio internacional.

Mao acrescentou que a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para "defender firmemente a equidade e a justiça internacionais" e apoiar Cuba na defesa da sua soberania e dignidade nacionais, bem como na rejeição da ingerência estrangeira.

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A Assembleia Geral das Nações Unidas aceitou na terça-feira realizar o debate solicitado por Cuba sobre a necessidade de pôr fim ao embargo económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, uma iniciativa à qual Washington se opôs.

Cuba enfrenta uma grave crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos e, desde maio, por sanções contra pessoas e entidades que apoiem o Governo cubano ou operem em setores como energia, defesa, finanças e mineração.

A China, um dos principais aliados políticos e económicos de Cuba, tem reiterado nos últimos meses o apoio a Havana e aprovou este ano um pacote de ajuda que inclui assistência financeira no valor de 80 milhões de dólares (70 milhões de euros) e a doação de 60.000 toneladas de arroz.

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