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China pede a EUA e Irão que evitem recorrer à força após novos ataques

Mao Ning sustentou que "o recomeço da guerra não beneficia nenhuma das partes.

08 de julho de 2026 às 10:01

Pequim pediu, esta quarta-feira, aos Estados Unidos e ao Irão que evitem recorrer à força e cumpram os memorandos de entendimento assinados, após novos ataques norte-americanos contra alvos iranianos.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que Pequim está "a acompanhar muito de perto a situação no Médio Oriente".

Mao sustentou que "o recomeço da guerra não beneficia nenhuma das partes e a via militar não pode resolver os problemas fundamentais".

"Instamos tanto os Estados Unidos como o Irão a implementarem os memorandos de entendimento assinados, a resolverem as divergências através do diálogo e da negociação e a evitarem recorrer à força", acrescentou.

As declarações surgem depois de o Comando Central dos Estados Unidos anunciar uma série de ataques contra o Irão, acusando Teerão de ter atacado três navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz, entre os quais um navio de transporte de gás com bandeira do Qatar e um petroleiro saudita.

Washington afirmou que as ações iranianas foram "injustificadas, perigosas e uma clara violação do cessar-fogo", enquanto o Qatar e a Arábia Saudita responsabilizaram Teerão pelos ataques e alertaram para os riscos para a segurança da navegação e do abastecimento energético.

A nova escalada ocorre apesar do memorando de entendimento alcançado em junho entre os Estados Unidos e o Irão, que abriu uma fase de negociações destinada a pôr termo ao conflito, desbloquear o estreito de Ormuz e avançar para um acordo mais abrangente sobre o programa nuclear iraniano e o levantamento das sanções.

Desde o início do conflito, a China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, embora também tenha apelado ao respeito pela soberania e segurança dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

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